segunda-feira, 4 de julho de 2011

Segundas Intenções (1999)


Gênero:Drama/Romance
Título Original:Cruel Intentions (USA)
Ano: 1999
Estreia: 11 de junho de 1999
Diretor: Roger Kumble
Roteiro: Roger Kumble, Choderlos de Laclos (Livro)
Elenco: Reese Whiterspoon, Ryan Phillippe, Sarah Michelle Gellar, Selma Blair.










Quando comecei a pensar sobre o blog a intenção era colocar tanto filmes recentes (últimos 5 anos) quanto os dinossauros (Não imagino uma data pra classificar isso). Esse é meio que no meio, não é nenhum pouco recente, mas também não consigo dizer que ele é tão velho. Com 12 aninhos, o filme ainda me agrada e é um bom drama adolescente.

A história não é complicada, temos Sebastian (Ryan Phillippe) e Kathryn (Sara Michelle Gellar) dois garotos muito ricos que são irmãos dado o fato que o pai de um se casou com a mãe do outro. A diversão de Sebastian é enganar mulheres para levá-las para a cama e sua irmã não se mostra muito diferente.

Os dois estão de férias e nesse período dois acontecimentos encorpam a história toda: A chegada de Cecile  (Selma Blair) e de Annette (Reese Whiterspoon). A primeira é a garota que tirou o ex-namorado de Kathryn por ser toda inocente (e tapadaça), o que motiva a vontade de vingança da mesma, enquanto a segunda é alvo de Sebastian, filha do futuro diretor do colégio onde ele estuda, ela será o seu troféu.

Com isso rolando, Kathryn propõe uma pequena aposta: se Sebastian conseguir acabar com a imagem de boa moça de Annette, ele ganha a sua irmã como prêmio, caso contrário ele terá que ceder seu carro. A partir dae começam a rolar muitas cenas em que o título é bem empregado, usando da malícia os dois irmãos se mostram manipuladores e se envolvem cada vez mais com a situação.

Segundas intenções é um filme antigo que pode ser chamado de Malhação imprópria para menores devido a quantidade de exposição a temas adultos e que recriam um universo pervertido no qual se encontram os personagens. Com uma trilha sonora que varia de bons títulos como Bittersweet Symphony e Praise You do The Verve e Fatboy Slim até sons que lembram fundo de filme pornô, figura entre um filme notável da época em que foi lançado, pois além da história ser interessante o elenco é uma boa base para os trabalhos dos anos 2000.

domingo, 3 de julho de 2011

And You Wise Men Don't Know How it Feels, To be...

Album: Thick as a Brick (1972)
Autor: Jethro Tull ( Ian Anderson [ vocais, violão, flauta, saxofone, violino e trompete], Martin Barre [guitarra], John Evan [piano, orgão e harpa], Jeffrey Hammond [baixo e vocais], Barriemore Barlow [bateria, percussão e tímpanos]).
Gravadora: Island Records e Reprise Records (apenas nos EUA).
Gênero: Rock Progressivo
Track List:
1 - Thick as a Brick Pt.1 - 22:45
2- Thick as a Brick Pt.2 - 21:05








Jethro Tull é uma banda formada em Blackpool, Inglaterra, em 1967. Jethro Tull é o nome do agricultor famoso que inventou a semeadeira. Inicialmente calcado no estilo blues rock, a banda depois adicionou elementos da música folk, clássica e do jazz. A banda a princípio passou por várias reformulações e mudanças de nome. A princípio a banda contava com o guitarrista Mick Abrahams que decidiu se separar e formar seu próprio grupo blues (Blodwyn Pig). Abrahams o fez por discordar do que o Jethro Tull estava tendendo, com a mistura de folk, jazz e outros elementos. Já Anderson, ja concretizado nos vocais, considerava o blues limitado, em expressão e idioma (inglês), e que o blues só podia atingir a "classe média" da população. O estilo progressivo foi consolidado no álbum Stand Up (1969), composto inteiro por Ian Anderson, com excessão do cover em forma de jazz da música Bouree, de Bach. Após isso a banda alcançou notoriedade, não só pela qualidade musical, mas pela incomum performance de palco de Anderson, que além de tocar vários instrumentos, possuia presença teatral.

Thick as a Brick nasceu em 1972. Antes que meus queridos leitores se questionem se não escrevi este post chapado e me esqueci das músicas do album, ja digo que não meus amigos. O album realmente possui apenas duas faixas, que são uma única música de 43 minutos. Na época, um vinil ininterrupto a não ser pela nescessidade de trocá-lo de lado. Ainda assim, a música é uma construção grande, e muito bem trabalhada, com vários instrumentos, solos, harmonias e é como se ao mesmo tempo estivessemos ouvindo várias músicas, ou um album inteiro mesmo. Mas assim como em uma opera rock, existem alguns temas que se repetem ao longo da música. Em especial um que é motivo de toda a obra. O album foi feito sobre uma idéia conceitual. Ian Anderson estava revoltado pois a imprensa taxou o album anterior, Aqualung, como um album conceitual, o que Anderson discordou fervorosamente. Sendo assim, Anderson decidiu criar um album conceitual que misturasse toda a idéia que o Jethro Tull tentava transmitir.


Thick as a Brick é um poema escrito por um garoto fictício chamado Gerald Bostock, conhecido como Little Milton. O poema falava sobre as dificuldades de se envelhecer e de se ter postura e atitude para lidar com a vida. O garoto condenava a atitude dos velhos, de se acharem mais sábios que os jovens e de terem o direito de lhes ensinar a boa conduta, sendo que estes por muitas vezes eram os imorais e pessoas sem crença na boa ventura do mundo e nos prazeres da vida. Toda o protesto do garoto culmina na frase motivo da obra, "and you wise men don't know how it feels, to be thick as a brick" (e vocês homens sábios não sabem como é se sentir duro como um tijolo).


O album foi sucesso absoluto, alcançando o topo dos mais vendidos nos EUA. O sucesso foi tamanho que chegou a se acreditar que o garoto, Gerald Bostock realmente existia e que era um gênio precoce. Contudo o album foi escrito por Anderson, inteiramente. A versão vinil foi lançada com um encarte feito uma paródia com os tablóides locais, onde havia várias noticias do que causou o poema do garoto, entre outros contos, notícias e propagandas. Porém, quando lançado a versão asiática e da america latina, o encarte teve de ser reduzido por conta de custos de impressão. A maior parte do tablóide também se perdeu quando veio a versão em Cd, dado o tamanho do encarte que precisava ser reduzido.

A sonoridade é um prato cheio, dado as várias formas harmoniosas que a música assume ao longo do tempo. Você tem desde trechos que recordam um pouco a vida campestre, com violões e timbres que remetem a tranquilidade do campo, até guitarras e timbres distorcidos que nos remetem a agressividade da denuncia do garoto. Todo o fundo musical é preenchido por orgãos, teclados e arranjos marcantes. Há destaque de todos os instrumentos, na forma de solos ou condução mais precisa. Com um certo abuso para a flauta que é uma marca registrada do Tull. E ainda assim, dificilmente eu consideraria a obra toda enjoativa por conta de tempo ou o que quer que fosse. Não o diferenciaria de nenhum outro album com várias faixas, a não ser talvez pela qualidade, que é indubtável em Thick as a Brick. Realmente um album "Duro como um Tijolo".



Uma curiosidade sobre o Jethro Tull. Em 1968, quando Abrahams deixou a banda, o Tull foi convidado a tocar no lendário Rock n' Roll Circus do Rolling Stones. Com audições as pressas e dificuldade em encontrar um guitarrista substituto a banda estava quase a ponto de desistir quando algo curioso aconteceu. Na época o Black Sabbath, que se chamava Earth, ja na sua formação original, era uma banda de blues e tiveram a estranha idéia de ir até arenas onde grandes bandas se apresentariam, torcer para que as bandas faltassem e tocar no lugar. Acontece que mais estranho ainda foi que a idéia deu certo. O Tull tinha um show marcado na cidade onde a banda de Ozzy Osbourne e Tommy Iommi estavam estacionados aguardando a oportunidade, porem o onibus da banda quebrou e o Earth assumiu o lugar do Tull na noite. Ian Anderson chegou a tempo de se desculpar e ficou muito feliz em saber que uma banda daquela qualidade havia os substituido e gostou muito da performance de Tommy. Foi assim que Tommy acabou indo tocar com o Tull durante o Rock n' Roll Circus. Porém Tommy permaneceu apenas durante este show e retornou ao Earth que depois se tornaria Black Sabbath.


Cilada.com(2011)





Gênero: Comédia/Romance
Título Original: Cilada.com (Brasil)
Ano: 2011
Estreia: 8 de julho de 2011
Diretor: José Alvarenga Jr
Roteiro:Bruno Mazzeo, Rosana Ferrão.
Elenco: Bruno Mazzeo, Fernanda Paes Leme, Serjão Loroza, Carol Castro.








Acho que esse é o primeiro filme nacional que eu faço uma crítica no blog, e que filme para começar. Gosto bastante do cinema brasileiro e principalmente o que anda sendo criado recentemente. A qualidade cresceu notoriamente e assim possibilitou que obras de ação, drama, comédia e diversos gêneros tenham competência para buscar o público, com Cilada.com não é nada diferente.


O plano de fundo não é novidade, Bruno Mazzeo interpreta Bruno na série Cilada, exibida pelo canal Multishow inicialmente e posteriormente também pela Rede Globo como um bloco do Fantástico. A série aborda diversas situações pela qual o personagem principal passa pelas maiores ciladas possíveis. O grande desafio em produções que migram do formato TV para o cinema é não aparentar um super episódio e sim um longa metragem propriamente dito, mas também sem ir contra as premissas da série. Para isso o filme conta com um lado mais humano do protagonista, saem os comentários ácidos e as interpretações de seus pensamentos e entra um romance sem exageros.

Começamos com Bruno as vésperas de pedir sua namorada Fernanda (Fernanda Paes Lemes) em casamento dando a maior mancada possível. Ele a trai e também acaba humilhando-a publicamente com isso. Por vingança ela resolve liberar uma gravação dos dois na qual o "Brunão" não se sai muito bem. Como todo bom viral lançado na internet, o vídeo toma fama e dá início a várias tentativas de recuperação de reputação por meio de Bruno.

Com essa cilada armada o filme se desenrola com a mesma qualidade da série, um humor bem característico do Bruno Mazzeo que mostra que existem situações do cotidiano absurdamente engraçadas. O elenco de peso e as participações especiais dão um volume interessante a produção e tira o foco somente do personagem principal como visto na série.



Confesso que faltaram algumas referências ao como a vida do protagonista chega da série até onde começamos a acompanhar o filme, mas com isso é possível atingir também o público que não acompanhava o programa de televisão. Mas finalizando tudo posso dizer que com uma pitada bem regrada de romance em cima de um roteiro que me agradou bastante, Cilada.com é uma ótima opção para o curtir uma comédia no cinema, então veja o trailer logo abaixo, aguarde até a estreia e aproveite.



sexta-feira, 24 de junho de 2011

Rock em Alta Voltagem

Album: High Voltage (1975)
Autor: AC/DC ( Bon Scott [vocal], Angus Young [guitarra], Malcolm Young [guitarra], Mark Evans [baixo e backing-vocal], Phil Rudd [bateria])
Gravadora: Albert Productions
Gênero: Rock
Track List:
1 - Baby, Please Don´t Go 4:52
2 - She´s Got Balls 4:52
3 - Little Lover 5:39
4 - Stick Around 4:42
5 - Soul Stripper 6:27
6 - You Ain´t Got a Hold on Me 3:35
7 - Love Song 5:11
8 - Show Business 4:46

Formada em 1973, pelos irmãos Angus e Malcolm Young, a banda australiana AC/DC é consagrada devido a seus vários álbuns lançados que fizeram e fazem sucesso há várias gerações. Nascidos em Glasgow, com 4 filhos, a familia se mudou para Sidney, e um irmão Young, chamado George, começou a aprender guitarra, o que inspirou os outros dois.

O nome da banda veio após os irmãos verem a sigla AC/DC atrás de uma máquina de costura da irmã mais velha, Margareth Young. O nome para eles simbolizava energia e o amor pela música. Em 1975, após várias adaptações, a banda conseguiu lançar seu primeiro álbum,‘’High Voltage’’, em 1980 após a morte de Bon Scott o primeiro vocal da banda, Brian Johnson assume o seu posto e permanece nele até hoje.

High Voltage veio em 1975, e foi gravado em apenas 10 dias. Após esse tempo a banda ja havia estabelecido sua formação e a banda logo seguiu para a gravação de mais singles. Em 1976 o album foi relançado em conjunto de seu sucessor, T.N.T. , porém apenas duas músicas de High Voltage compunham a compilação. A vendagem foi de mais de 3 milhões de cópias e High Voltage teve relançamento em versão internacional. A banda após isso foi muito reconhecida e se destacou por abrir shows de bandas como Black Sabbath, Aerosmith, Kiss, Styr e Blue Oyster Cult.



Sobre as músicas, eu ja ouço a muito falar que AC/DC é uma banda que nunca se reinventa. Eles se manteram os mesmos e pode se esperar coisa parecida de qualquer novo album. Eu não diria exatamente assim, o que eu diria é que a banda encontrou uma formula de sucesso que até hoje faz os caras serem amados. Em geral, as músicas acontecem dentro de uma mesma métrica e clima. Mas mesmo assim é possivel encontrar muita variação dentro da sonoridade criada pela banda.

Em High Voltage, o momento do rock n´ roll ainda era muito influenciado pelo blues. E é possivel observar essa linguagem blues em músicas como Little Lover. Em outras a linguagem rock ja predominava mais e a tendência seguia para o que ficaria conhecido como Hard Rock. É possivel ver esta tendência em faixas como Baby, Please Don´t Go e She´s Got Balls. Em alguns trechos de músicas nota-se também um pouco de intenção country, como em You Ain´t got a Hold on me.

Na maior parte do tempo se tem o clima típico do rock n´ roll. Animação, um jingle meio dançante, e todo o papo sobre atitude, sexo e logicamente, drogas. Embora não se encontre grandes singles do Ac/Dc em High Voltage, o album é genial do começo ao fim. Love Song se apresenta como a música mais diversificada e trabalhada, com aquela letra romântica, com aquela pegada balada, o que não pode faltar em nenhuma grande obra, e também conta com uma introdução em guitarra marcando o grande talento de Angus Young para criar riffs. Estes estão presentes sempre, afinal é quase a marca registrada da banda.

Um album para amantes do rock. Considerado um pouco " lado B ", embora eu acho pecaminoso se refirir a ele assim.

19 de Fevereiro de 1980, considerado um dos dias mais tristes do Rock n´ Roll. Ronald Belford "Bon" Scott morreu por conta de um estado de embriaguez avançado e por ter passado a noite no banco de trás do carro de um amigo. A causa da morte foi dada como hiportermia e sufocamento por conta do vômito e condição de asma do vocalista, mas ainda não é claro qual desses sintomas levou Bon a morte.
Lembrado com carinho por toda a Australia, em 2008 teve uma estátua de bronze erguida em sua homenagem, em Fremantle, mesma cidade onde foi sepultado.



Gostaria de agradecer neste post, a participação, sugestão e reunião de material, sem falar na agradável conversa durante a concepção deste post, da minha querida amiga Nathany Felix, uma amante sincera do rock n´roll e viciada em AC/DC, que também acompanha minhas palavras aqui desde a estréia. Pra ela, um abraço carinhoso e um mão de chifrinhos \---/

Padre (2011)





Gênero: Ação/Ficção
Título Original: Priest (EUA)
Ano: 2011
Estreia: 13 de maio de 2011
Diretor: Scott Charles Stewart
Roteiro: Cory Goodman, Min-Woo Hyung (HQ)
Elenco:Paul Bettany, Maggie Q, Cam Gigandet, Karl Urban








 Você olha pra uma capa com cara de Anjos da Noite, ar bem sombrio, protagonista sério, com um punhal na mão, ae já dá pra pensar :"Vai vir pancadaria e sanguinolência o filme todo". Bem...acertou em cheio, Padre é um filme de ação/ficção padrão, têm todos os elementos que um filme desse gênero tem que ter.


Começamos o filme com um desenho bem explicativo que mostra o universo pós-apocalíptico que a história se situa. Vampiros tomaram o mundo por um bom tempo, eles eram praticamente animais que só destroçavam os humanos e consumiam seu sangue. Eis que surgem os Padres, humanos diferentes que conseguiam dar conta dos vampiros. Muito tempo depois disso a guerra toda acaba, todos os vampiros são colocados em celas e o mundo fica feliz nas rédeas da igreja.

Ae pra você ter uma noção legal, imagina um cenário com cara de Matrix, ou Equilibrium ( o segundo é beeeem mais parecido com o nosso filme, mas também mais desconhecido), a sociedade é praticamente presa em cidadelas enquanto alguns vivem como hereges fora do controle dos Monsenhores. Eis que um evento desencadeia tudo, a família de um dos Padres é atacada por vampiros e isso o faz sair em busca da única sobrevivente do ataque, sua sobrinha. Então temos um padre contra os vampiros, junte a ingreja enviando outros padres para perseguir o desertor e você terá o fraco enredo que sustenta toda a história.


O lance do filme é somente visual, o enredo ficou bem batido e fraquinho, suficiente para um filme de ação e só. Devemos salientar que a direção, apesar de Scott Charles Stewart ter trabalhado mais com efeitos visuais em filmes conhecidos como Jurassic Park, é adequada mas não chega ao nível de diretores mais experientes. A bomba mesmo do filme é o roteiro, o roteirista é muito ruim e os diálogos quase inexistentes são difíceis de engolir, mostrando que o primeiro trabalho do roteirista deixa muito a desejar.

Ótimo filme pra ver cenas bem legais de ação e bem bonitas do ponto de vista de figurino e animações, infelizmente o enredo é mais do que batido e o roteiro deixa totalmente a desejar. Boa opção para aquele dia em que não se pretende pensar durante o filme, só se deixar levar. O trailer você confere logo abaixo.

domingo, 19 de junho de 2011

A Origem (2010)





Gênero: Ação/Ficção
Título Original: Inception (EUA)
Ano: 2010
Estreia: 6 de agosto de 2010
Diretor: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt.







E lá vem mais um filme no qual o Leonardo DiCaprio é o grande trunfo. Apesar de ter coisas bem semelhantes a atuação dele em Ilha do Medo (que pode ser conferido aqui), esse filme é bem mais fantástico e traz um universo novo e bem trabalhado.  Nesse universo existe uma tecnologia que permite que sejam compartilhados sonhos e dessa forma um serviço ilegal foi criado, a extração de informações durante o sono.


Ao meio disso temos Cobb um cara habilidoso que trabalha nesa área e quer muito voltar para sua família,  a qual abandonou por motivos obscuros do passado ( puta clichê haha). No meio de um trabalho, não exatamente no meio, mas... Bem, retomando. Ele recebe uma proposta bem interessante, realizar ao invés de uma extração, uma inserção de informação na mente da pessoa.

Com  essa missão o filme se derenrola bem e aqui vão aos pontos muito favoráveis. A fotografia é sensacional  e acompanhada do som faz justiça aos prêmios recebidos nesses quesitos. A física criada dentro dos sonhos é bem interessante e é bem explicada, o que faz o filme não ser nenhum pouco confuso e a sua não linearidade ser bem sutil.


A grande injustiça com o filme é a  ausência de premiações pela direção, roteiro ou pela atuação de Leonardo DiCaprio. Com a direção e roteiro do grande Christopher Nolan, responsável pelos filmes da nova franquia do Batman, A Origem é uma boa opção para assistir algumas vezes em casa. Como de costume, aí vai o trailer.

" The Shadow Hunter "

Album: The Temple of Shadows (2004)
Autor: Angra ( Edu Falashci [vocal], Rafael Bittencourt [guitarra], Kiko Loureiro [guitarra], Felipe Andreoli [Baixo] e Aquiles Priester [bateria] )
Gravadora: Paradoxx
Gênero: Heavy Metal
Track List:
1 - Deus le Volt 0:52
2 - Spread your Fire 4:25
3 - Angels and Demons 4:10
4 - Waiting Silence 4:55
5 - Wishing Well 3:59
6 - The Temple of Hate 5:13
7 - The Shadow Hunter 8:04
8 - No Pain for the Dead 5:05
9 - Winds of Destination 6:56
10 - Sprouts of Time 5:09
11 - Morning Star 7:39
12 - Late Redemption 4:55
13 - Gate XIII 5:03

Angra é uma banda brasileira de heavy metal que surgiu no ano de 1991, formada por universitários estudantes de música. Tendo uma proposta de sonoridade única, a banda mesclou elementos da música clássica com o heavy metal e conseguiu adicionar a esta mistura elementos típicos da música brasileira. Alcançando notoriedade principalmente no japão, a banda realizou vários grandes tours na década de 90 e inclusive em uma passagem pela Europa, contaram com a companhia de Bruce Dickinson (vocal do Iron Maiden) que na época seguia em carreira solo. A banda tocou também em vários grandes festivais como o Wacken e o Phillips Monsters of Rock. em 1999, a banda sofreu uma separação e alguns membros foram substituidos e a banda seguiu com um som mais pesado e maduro, mas na minha humilde opinião, perdeu parte da genialidade que tinha nos primeiros albuns.



Temple of Shadows veio em 2004 e se trata de um album conceitual. É contada a história de um cruzado recem retornado que perdeu sua fé em Deus e na Igreja. Conhecido como "The Shadow Hunter", o homem inicia uma jornada em busca de auto conhecimento e renovação de sua fé. Em cada música é narrado uma parte do enredo e o estado que se encontra a alma do cruzado. A arte do album foi feita pela artista Isabel de Amorim que também trabalhou com bandas como Shaman. O album também conta com uma versão literal em forma de livro, narrando a história. Outro fato interessante é de que vários músicos do cenário do Heavy Metal tiveram participações especiais nas músicas. Outro convidado foi Milton Nascimento que fez uma participação excepcional na música Late Redemption.

O album se inicia com um intro sacro, Deus le Volt, que já cai na veloz Spread your Fire. São por músicas como essa que apareceram com o termo Speed Metal haha. Angels and Demons e Waiting Silence são as músicas mais comuns do album. A faixa quase titulo, Temple of Hate, conta com Kai Hansen (Gamma Ray) em algumas linhas dos vocais e durante o solo há uma passagem de violinos espetacular. The Shadow Hunter que conta do personagem e de sua consciência é uma das músicas mais trabalhadas do album e conta com várias passagens diferenciadas. No Pain for the Dead traz passagens de violoncelo e a participação de Sabine Edelsbacher (Edenbridge) que também faz voz de fundo no refrão de Spread your Fire. A ultima participação ficou com Hansi Kürsch (Blind Guardian) em Winds of Destination, também fazendo linhas de voz. Gate XIII é um instrumental orquestrado com uma idéia genial. A peça foi formada por trechos de todas as músicas do album, e praticamente, reconta o album de uma forma orquestrada.

A sonoridade do album é bem madura. Contanto com váriso trechos diferenciados, com instrumentos diferentes e passagens inusitadas. Coros e trechos orquestrados também são marcas. E claro, sem perder a presença das guitarras e vocais pesados do Heavy Metal. E em algumas músicas como Sprouts of Time e Late Redemption, temos muitos elementos da música popular e erudita brasileira.



E galera, pra quem curte o Angra como eu, eles estarão fazendo um show dia 15/07 no Anime Friends. Ano passado eu fui e foi muito legal, até mesmo rolando uma pegasus fantasy haha. Um abraço e obrigado pelas visitas.