Album: Chickenfoot III (2011)
Artista: Chickenfoot (Sammy Hagar [Voz e Guitarra], Joe Satriani [Guitarra], Michael Anthony [Baixo] e Chad Smith [Bateria])
Gravadora: Redline Entertainment
Gênero: Rock n' Roll
Tracklist:
1 - Last Temptation 4:02
2 - Alright Alright 4:39
3 - Different Devil 4:24
4 - Up Next 4:33
5 - Lighten Up 5:12
6 - Come Closer 4:08
7 - Three and a Half Letters 4:07
8 - Big Foot 3:49
9 - Dubai Blues 5:02
10 - Something Going Wrong 5:16
11 - No Change 4:24
Já ouviram falar em superbandas ? São aquelas bandas que recebem esse nome por serem formadas por integrantes que já são consagrados de outros carnavais. Basta olhar os integrantes do Chickenfoot que vocês já entendem o porque de superbanda. Pra aqueles de menos conhecimento geral do Rock n' Roll, Sammy Haggar é ex-integrante do Van Halen e foi descoberto pelo lendário Frank Zappa. Joe Satriani é um virtuose que ensinou músicos como Steve Vai, Kirk Hammet (Metallica), dentre outros. Michael Anthony também é um ex-Van Halen e Chad Smith é o baterista do Red Hot Chilli Peppers. Se nada disso faz um sino tocar em suas cabeças, vão estudar crianças. Enfim o Chickenfoot surgiu das brincadeiras e jam sessions feitas por Hagar, Michael e Chad no clube do primeiro, no México. Quando indagados se sairiam em tour, eles resolveram chamar Joe e formaram o Chickenfoot. A banda teve uma boa estréia, com primeira colocação nas paradas independentes.
O disco Chickenfoot III veio em 2011, agravando ainda mais o sucesso do grupo. Com um Rock n' Roll virtuoso, moderno, cheio de efeito e arranjado, o disco traz uma série de curiosidades. É como se as bandas dos quais os integrantes fizerão parte estivessem tocando juntas. Acontece que assim que o disco começa, a primeira faixa "Last Temptation" é a cara de Joe Satriani e do que ele costuma fazer, até que Sammy entra e parece que temos o Van Halen em palco, por fim Chad vem e traz aquele beat funkeado, típico do Red Hot e eis ai o que é o som do Chickenfoot. Animado e com frases marcante o disco vai seguindo, com temas como a vida americana, a vida no subúrbio e a bagunça que esses caras costumam gostar de fazer. Destaco "Different Devil" como uma faixa realmente interessante, com uma pegada mais calma e mais séria.
Uma banda fabulosa com músicas de outro nível. Espero que gostem assim como eu gostei.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
"You Make me Want to Wake Up in Monday"
Album: Revelator (2011)
Autor: Tedeschi Trucks Band (Derek Trucks e Susan Tedeschi)
Gravadora: Sony
Gênero: Blues Rock
Track List:
1 - Come See About Me 3:48
2 - Don´t Let Me Slide 5:04
3 - Midnight in Harlem 5:52
4 - Bound for Glory 5:28
5 - Simple Things 4:43
6 - Until You Remember 6:11
7 - Ball and Chain 3:58
8 - These Walls 6:01
9 - Learn How to Love 4:23
10 - Shrimp and Grits 1:45
11 - Love Has Something Else to Say 5:55
12 - Shelter 4:20
Feliz 2012 pessoal. Eis-me de volta com vocês neste novo ano. Espero trazer pra vocês bons novos e velhos sons e juntos possamos ampliar nossas estantes de discos. Recentemente tem vários sons maravilhosos surgindo ao redor do mundo e os EUA ainda nos mostrando o potencial de sua cultura musical, especialmente baseado na herança do blues trazido pelo negros e o que se firmou dessa poesia musical nas ruas de Memphis, Nova Orleans e no sul do país. O casamento deste som com o country e atitude tem como resultado o bom e velho rock n´ roll. Agora, ando ouvindo muito que não há mais bandas de rock como as de antigamente. Concordo. Mas isso nunca significou, nunca significará que as bandas de rock atuais não são tão boas, as vezes melhores, que as de antigamente. As pessoas que pensam assim provavelmente não ouviram o que anda produzindo Slash, ou não tiveram o prazer de serem apresentados ao Tedeschi Trucks Band.
O grupo de Jacksonville, Florida, se iniciou com o casal Susan Tedeschi e Derek Trucks, nascido do intento do casal de ter mais tempo juntos e poderem trabalhar com música juntos. A proposta sonora do Tedeschi é repleta de elementos da soul music, do funk, do blues, do rock, do country, do rock resumindo, um grande apanhado do cenário musical dos EUA. O jeito forte e potente de Susan de cantar, somado a maneira cativante de Derek tocar guitarra, cria o clima perfeito pra série de arranjos que surgem ao longo das músicas. Este é Revelator, o disco de lançamento da banda que foi considerado uma obra prima pela Rolling Stones.
Embora seja perceptível que o disco acima de tudo seja um disco de rock, há aqui a ausência de algumas características desta classe, como por exemplos os riffs repetitivos e as bases marcantes. Estes dão lugar a uma série de arranjos e improvisos que ficam por conta da harmonia. As guitarras assim ganham mais liberdade de solos, que vão surgindo ao longo das linhas de vocal e de outros instrumentos. Os metais de sopro e o teclado preenchem a maior parte do fundo musical e os temas são praticamente romance, uma vida simples, emoções, fama e desvaneios. Não há algo muito fora do cenário de uma vida simples do dia a dia americano, relembrando as cidades menores dos EUA (Jacksonville é a cidade onde se passa a série de filmes Crepúsculo. Quem já viu, basta imaginar o estilo de vida destas pessoas).
O disco saiu por completo sem lançar singles a frente. Há alguns interlúdios como "Shrimp and Grits" e faixas com finalizações que servem de introdução para a próxima faixa. "Come See About Me", "Bound for Glory", "Midnight in Harlem" e "Simple Things" foram as primeiras faixas a me ganhar, mas faz um bom tempo que escuto ao menos uma vez o disco inteiro no dia. Quem conhece Lynyrd Skynyrd e Black Crowes vai notar uma semelhança. Acho que essas bandas serviram de inspiração para o trabalho do Tedeschi. Outra coisa curiosa é que há duas baterias na banda. Nem me perguntem como isso funciona, mas posso dizer que há uma contra-tempo entre o que são arranjos de percussões e o que é o beat.
Um bom começo de ano pessoal, muitos shows, muita música e fiquem ai com essa dica para novas idéias.
domingo, 18 de dezembro de 2011
"You´ll have to carry me back to where I belong!"
Album: Slash (2010)
Autor: Saul "Slash" Hudson"
Gravadora: EMI
Gênero: Rock
Track List:
1 - Ghost (Com Ian Austbury e Izzy Stradlin) 3:34
2 - Crucify the Dead (Com Ozzy Osbourne) 4:04
3 - Beatiful Dangerous (Com Fergie) 4:41
4 - Back From Cali (Com Miles Kennedy) 3:35
5 - Promise (Com Chris Cornell) 4:41
6 - By the Sword (Com Andrew Stockdale) 4:50
7 - Gotten (Com Adam Levine) 5:05
8 - Doctor Alibi (Com Lemmy) 3:07
9 - Watch This (Com Dave Grohl e Duff Mckagan) 3:46
10 - I Hold On (Com Kid Rock) 4:10
11 - Nothing to Say (Com M. Shadows) 5:27
12 - Starlight (Com Miles Kennedy) 5:25
13 - Saint is a Sinner Too (Com Rocco DeLuca) 3:28
14 - We´re All Gonna Die (Com Iggy Pop) 4:30
Pessoas esta é minha postagem este ano, nos próximos dois domingos estarei curtindo as festas de fim de ano. Quero já agradecer a todos que acompanharam o blog fielmente durante o ano e o tempo que eu e meu amigo temos escrito aqui. Quero agradecer também todos que tiveram curiosidade em ouvir o que postei aqui. Um feliz natal a todos e boas festas!
Já falei de Slash aqui, e de sua parceria com o cantor Miles Kennedy, do Alter Bridge e mais um time de super estrelas. Pois bem, Slash desde a saída do Guns n´ Roses nunca esteve fora de atividade. Além de fazer participação em inúmeros trabalhos de vários grandes nomes da música e ter participado das bandas Slash´s Snakepit e Velvet Revolver. Em 2010 veio o resultado de todo o acúmulo dos trabalhos de Slash e o direito de um músico genial ter seu espaço próprio. O disco que leva o nome do guitarrista.
Basta olhar as parcerias que acontecem em todas as faixas que acho que fica mais do que claro que este é um disco de peso sem medidas e talvez uma das maiores reuniões desda geração. Com presenças que vão desde Dave Grohl e Iggy Pop, até Fergie do Black Eyed Peas, e ainda três ex-companheiros de Guns n´ Roses de Slash: Duff Mckagan, Izzy Stradlin e Steve Adler.
O disco em si não foge do elemento Rock n´ Roll pesado que Slash sempre propôs, mas cada um dos participantes deu sua cara as faixas. Este disco também foi o qual ficou conhecida a parceria de Slash com Miles Kennedy, que foi oficializada como a nova superbanda que recebeu o nome de "Made in Stock". O disco é moderno e bem arranjado com elementos técnicos e efeitos nos instrumentos. O album estreou em terceiro lugar na Billboard e foi muito bem criticado no mundo todo, saindo logo em seguida em tour. As faixas de maior destaque foram "Back from Cali", "Starlight" e "Beatiful Dangerous". Em geral o disco fala de coisas como fama, desilusão e esperança. "Ghost" é uma crítica ao Rock n´ Roll que está ficando apagado hoje em dia. "Crucify the Dead" é supostamente uma mensagem a Axl Rose, mas Slash nega.
Este é minha última dica do ano pra vocês, espero que gostem.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Rock em Alta Voltagem
Album: High Voltage (1975)Autor: AC/DC ( Bon Scott [vocal], Angus Young [guitarra], Malcolm Young [guitarra], Mark Evans [baixo e backing-vocal], Phil Rudd [bateria])
Gravadora: Albert Productions
Gênero: Rock
Track List:
1 - Baby, Please Don´t Go 4:52
2 - She´s Got Balls 4:52
3 - Little Lover 5:39
4 - Stick Around 4:42
5 - Soul Stripper 6:27
6 - You Ain´t Got a Hold on Me 3:35
7 - Love Song 5:11
8 - Show Business 4:46
Formada em 1973, pelos irmãos Angus e Malcolm Young, a banda australiana AC/DC é consagrada devido a seus vários álbuns lançados que fizeram e fazem sucesso há várias gerações. Nascidos em Glasgow, com 4 filhos, a familia se mudou para Sidney, e um irmão Young, chamado George, começou a aprender guitarra, o que inspirou os outros dois.
O nome da banda veio após os irmãos verem a sigla AC/DC atrás de uma máquina de costura da irmã mais velha, Margareth Young. O nome para eles simbolizava energia e o amor pela música. Em 1975, após várias adaptações, a banda conseguiu lançar seu primeiro álbum,‘’High Voltage’’, em 1980 após a morte de Bon Scott o primeiro vocal da banda, Brian Johnson assume o seu posto e permanece nele até hoje.
High Voltage veio em 1975, e foi gravado em apenas 10 dias. Após esse tempo a banda ja havia estabelecido sua formação e a banda logo seguiu para a gravação de mais singles. Em 1976 o album foi relançado em conjunto de seu sucessor, T.N.T. , porém apenas duas músicas de High Voltage compunham a compilação. A vendagem foi de mais de 3 milhões de cópias e High Voltage teve relançamento em versão internacional. A banda após isso foi muito reconhecida e se destacou por abrir shows de bandas como Black Sabbath, Aerosmith, Kiss, Styr e Blue Oyster Cult.

Sobre as músicas, eu ja ouço a muito falar que AC/DC é uma banda que nunca se reinventa. Eles se manteram os mesmos e pode se esperar coisa parecida de qualquer novo album. Eu não diria exatamente assim, o que eu diria é que a banda encontrou uma formula de sucesso que até hoje faz os caras serem amados. Em geral, as músicas acontecem dentro de uma mesma métrica e clima. Mas mesmo assim é possivel encontrar muita variação dentro da sonoridade criada pela banda.
Em High Voltage, o momento do rock n´ roll ainda era muito influenciado pelo blues. E é possivel observar essa linguagem blues em músicas como Little Lover. Em outras a linguagem rock ja predominava mais e a tendência seguia para o que ficaria conhecido como Hard Rock. É possivel ver esta tendência em faixas como Baby, Please Don´t Go e She´s Got Balls. Em alguns trechos de músicas nota-se também um pouco de intenção country, como em You Ain´t got a Hold on me.
Na maior parte do tempo se tem o clima típico do rock n´ roll. Animação, um jingle meio dançante, e todo o papo sobre atitude, sexo e logicamente, drogas. Embora não se encontre grandes singles do Ac/Dc em High Voltage, o album é genial do começo ao fim. Love Song se apresenta como a música mais diversificada e trabalhada, com aquela letra romântica, com aquela pegada balada, o que não pode faltar em nenhuma grande obra, e também conta com uma introdução em guitarra marcando o grande talento de Angus Young para criar riffs. Estes estão presentes sempre, afinal é quase a marca registrada da banda.
Um album para amantes do rock. Considerado um pouco " lado B ", embora eu acho pecaminoso se refirir a ele assim.

19 de Fevereiro de 1980, considerado um dos dias mais tristes do Rock n´ Roll. Ronald Belford "Bon" Scott morreu por conta de um estado de embriaguez avançado e por ter passado a noite no banco de trás do carro de um amigo. A causa da morte foi dada como hiportermia e sufocamento por conta do vômito e condição de asma do vocalista, mas ainda não é claro qual desses sintomas levou Bon a morte.
Lembrado com carinho por toda a Australia, em 2008 teve uma estátua de bronze erguida em sua homenagem, em Fremantle, mesma cidade onde foi sepultado.

Gostaria de agradecer neste post, a participação, sugestão e reunião de material, sem falar na agradável conversa durante a concepção deste post, da minha querida amiga Nathany Felix, uma amante sincera do rock n´roll e viciada em AC/DC, que também acompanha minhas palavras aqui desde a estréia. Pra ela, um abraço carinhoso e um mão de chifrinhos \---/
domingo, 15 de maio de 2011
"O Free? O Free era talentoso e inusitado."

Album: Fire and Water (1970)
Autor: Free (Paul Rodgers [vocais], Paul Kossoff [Guitarra], Andy Fraser [baixo], Simon Kirke [bateria])
Gravadora: Island, A&M e Polydor
Gênero: Rock
Track List:
1 - Fire and Water 3:41
2 - Oh I Wept 4:26
3 - Remember 4:20
4 - Heavy Load 5:19
5 - Mr. Big 5:55
6 - Don't Say You Love Me 6:01
7 - All Right Now 5:32
O Free foi uma banda que surgiu no fim dos anos 60, formada por jovens ingleses de pouco mais de 16 anos. Os primeiros albuns não se sairam bem e só quando Fire and Water apareceu foi que a banda foi reconhecida. O Free tocou em vários lugares ao redor do mundo, inclusive em grande festivais como o Isle of Wight Festival onde a banda tocou para 600.000 pessoas. A banda se separou em 1973. Paul Rodgers (que foi o substituto de Freddie Mercury no Queen após sua morte) e Simon Kirke formaram o Bad Company, muito conhecido no seu tempo. Andy Fraser, considerado um baixista prodígio que influenciou vários que vieram depois, formou a banda Sharks. O Guitarrista Paul Kossoff, reconhecido como um dos melhores guitarristas de todos os tempos, morreu aos 25 anos de complicações cardíacas por conta do uso abusivo de drogas.
Fire and Water foi o album que trouxe o Free a notoriedade, sendo o album que também contem o maior sucesso da banda, All Right Now, que é considerada até hoje uma das grandes peças de rock. Andy Fraser foi consagradíssimo dado as linhas extradionárias de baixo que o album apresenta em suas faixas, sendo que o baixista era um adolescente ainda na época.

O album traz um clima sério, pesado, até mesmo hostil em alguns momentos. Não é a melhor opção pra quando se está um pouco "down" haha, mas ao mesmo tempo as músicas manifestam uma grande presença de atitude, a atitude rebelde e revoltada dos jovens daqueles tempos. É elegante, talentoso, o tipo de coisa que faz as pessoas ficarem em silêncio e querer prestar atenção. Portuoso, como na faixa título, Fire and Water, que traz um protesto a mulheres que quebram o coração do amado, o que pode ser visto também em Don't Say You Love Me, mas longe de ser melancólica, a mensagem está mais pra uma demonstração de força. Oh I Wept e Heavy Load, são as músicas que trazem um tema mais triste, onde Heavy Load é mais angustiante e Oh I Wept algo mais conformado, digamos. Mr. Big infelizmente é uma faixa da qual não consigo falar imparcialmente. É uma das melhores músicas que já ouvi na vida. A letra em si trata de um assassinato envolvendo um trabalhor que mata um indivíduo que mecheu com sua mulher. A música é a idéia que o trabalhador joga no maroto: "É melhor você se cuidar quando estiver sozinho perto de mim." Os solos tanto de guitarra quanto de baixo são incomentáveis. Foi essa música também a qual inspirou o nome da banda "Mr. Big". All Right Now seria a balada animada do album, sendo a faixa mais reconhecida do album e do free. Tocada hoje pelo Queen com Paul Rodgers no vocal. Os pianos ao longo das faixas são feitos por Andy Fraser.
Nestes últimos tempos Free tem sido a banda que mais inspirou meu gosto musical e linguagem vocal. Espero que gostem, abraços e até próximo domingo.
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