Mostrando postagens com marcador Xiko. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Xiko. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de maio de 2011

"Let he who have understanding recon..."

Album: The Number of the Beast (1982)
Autor: Iron Maiden ( Bruce Dickinson [vocal], Steve Harris [baixo], Adrian Smith [Guitarra], Dave Murray [Guitarra], Clive Burr [Bateria] )
Gravadora: EMI
Gênero: Heavy Metal
Track List:
1 - Invaders 3:22
2 - Children of the Damned 4:33
3 - The Prisoner 6:00
4 - 22 Acacia Avenue 6:34
5 - The Number of the Beast 4:49
6 - Run to the Hills 3:50
7 - Gangland 3:47
8 - Total Eclipse 4:28
9 - Hallowed be thy Name 7:10



O Iron Maiden é uma banda inglesa formada em 1975 pelo baixista Steve Harris, em Londres. Foi uma das principais bandas a compor o movimento conhecido como NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) junto a bandas como Def Leppard. O nome foi inspirado em um instrumento de tortura medieval que consistia de uma camâra com espinhos dispostos de uma forma que a ser fechada em um corpo, eles o furavam causando morte por sangramento. Também foi inspirado em uma brincadeira com a ex-ministra Margaret Thatcher, que tinha este apelido. A banda é reconhecida como um dos maiores grupos de Heavy Metal, com milhões de vendas e referenciado como inspiração por várias bandas. A banda também ficou conhecida por seu simpático mascote, Eddie, um demônio de estimação que aparece em todos os encartes simbolizando o motivo por trás da linguágem do album.



The Number of the Beast é o terceiro album da banda, 3x platina no Canada e marco da ascensão do Iron Maiden ao topo das bandas de Heavy Metal de seu tempo. O album também trás a saída do primeiro vocalista da banda, Paul Di Anno e a entrada de Bruce Dickinson. É também o último album que contou com Clive Burr nas baterias. O motivo como sempre, e observado sempre no Iron Maiden, são lendas, citações de livros, mitos, coisas típicas inglesas, guerra e a atitude rebelde. A banda traz como tema central a lenda do número da besta (666), que é reconhecido por várias culturas e religiões ortodoxas e não ortodoxas. A banda em si sofreu algumas sanções por conta do titulo, e foi proibida de tocar em alguns países e em alguns programas de TV. Por outro lado, a polêmica só serviu para alavancar a banda ainda mais e até mesmo artistas do Pop e de outras frentes, admiravam uma banda que estava com um tema tão intrigantes quanto o número da besta.


O Album é uma "paulada" do começo ao fim. Riffs rápidos, precisos e bases sem trégua. Chega quase a ser um power metal se não fosse a pegada mais rock n roll que as bases mantém, coisa típica que o Iron mantem. As músicas que mais se destacaram foram Children of the Damned, Run to the Hills, The Number of the Beast e Hallowed be thy Name, porém como assíduo ouvidor de Iron Maiden, garanto que o lado B do album é impecável. 22 Acacia Avenue é uma ótima lembrança do som que o Iron fez em seus dois primeiros albums, meio punk, bem ousado. The Prisoner tem um tema bacana, que é a declaração de liberdade de um prisioneiro.
Run to the Hills e The Number of the Beast ganharam seus próprios clipes. A primeira fala do massacre dos indios, a segunda tem uma certa curiosidade. Steve Harris conta que quando compôs The Number of the Beast havia tido um sonho muito estranho durante a noite, onde uma criatura estava a beirada de sua cama e espreitava para pegá-lo. Quando acordou, Steve conta que ja tinha toda a letra em mente e jurava que ainda podia ver a figura do ser no pé de sua cama, obviamente algum delírio remanescente do sonho, mas quem sabe...




The Number of the Beast ao mesmo tempo que marcou a subida da banda, marcou também a saída de Clive Burr, até hoje respeitado por vários. O baterista recentemente foi diagnosticado com Esclerose Multipla, o que lhe custou o andar, e o deixou de cadeira de rodas. Lutou pela criação de um instituto que auxiliasse pessoas com o mesmo mal, o Clive Burr MS Trust Fund. A banda realizou shows com o intuito de arrecadar fundos para a instituição do ex companheiro.


domingo, 15 de maio de 2011

"O Free? O Free era talentoso e inusitado."


Album: Fire and Water (1970)
Autor: Free (Paul Rodgers [vocais], Paul Kossoff [Guitarra], Andy Fraser [baixo], Simon Kirke [bateria])
Gravadora: Island, A&M e Polydor
Gênero: Rock
Track List:
1 - Fire and Water 3:41
2 - Oh I Wept 4:26
3 - Remember 4:20
4 - Heavy Load 5:19
5 - Mr. Big 5:55
6 - Don't Say You Love Me 6:01
7 - All Right Now 5:32




O Free foi uma banda que surgiu no fim dos anos 60, formada por jovens ingleses de pouco mais de 16 anos. Os primeiros albuns não se sairam bem e só quando Fire and Water apareceu foi que a banda foi reconhecida. O Free tocou em vários lugares ao redor do mundo, inclusive em grande festivais como o Isle of Wight Festival onde a banda tocou para 600.000 pessoas. A banda se separou em 1973. Paul Rodgers (que foi o substituto de Freddie Mercury no Queen após sua morte) e Simon Kirke formaram o Bad Company, muito conhecido no seu tempo. Andy Fraser, considerado um baixista prodígio que influenciou vários que vieram depois, formou a banda Sharks. O Guitarrista Paul Kossoff, reconhecido como um dos melhores guitarristas de todos os tempos, morreu aos 25 anos de complicações cardíacas por conta do uso abusivo de drogas.
Fire and Water foi o album que trouxe o Free a notoriedade, sendo o album que também contem o maior sucesso da banda, All Right Now, que é considerada até hoje uma das grandes peças de rock. Andy Fraser foi consagradíssimo dado as linhas extradionárias de baixo que o album apresenta em suas faixas, sendo que o baixista era um adolescente ainda na época.


O album traz um clima sério, pesado, até mesmo hostil em alguns momentos. Não é a melhor opção pra quando se está um pouco "down" haha, mas ao mesmo tempo as músicas manifestam uma grande presença de atitude, a atitude rebelde e revoltada dos jovens daqueles tempos. É elegante, talentoso, o tipo de coisa que faz as pessoas ficarem em silêncio e querer prestar atenção. Portuoso, como na faixa título, Fire and Water, que traz um protesto a mulheres que quebram o coração do amado, o que pode ser visto também em Don't Say You Love Me, mas longe de ser melancólica, a mensagem está mais pra uma demonstração de força. Oh I Wept e Heavy Load, são as músicas que trazem um tema mais triste, onde Heavy Load é mais angustiante e Oh I Wept algo mais conformado, digamos. Mr. Big infelizmente é uma faixa da qual não consigo falar imparcialmente. É uma das melhores músicas que já ouvi na vida. A letra em si trata de um assassinato envolvendo um trabalhor que mata um indivíduo que mecheu com sua mulher. A música é a idéia que o trabalhador joga no maroto: "É melhor você se cuidar quando estiver sozinho perto de mim." Os solos tanto de guitarra quanto de baixo são incomentáveis. Foi essa música também a qual inspirou o nome da banda "Mr. Big". All Right Now seria a balada animada do album, sendo a faixa mais reconhecida do album e do free. Tocada hoje pelo Queen com Paul Rodgers no vocal. Os pianos ao longo das faixas são feitos por Andy Fraser.

Nestes últimos tempos Free tem sido a banda que mais inspirou meu gosto musical e linguagem vocal. Espero que gostem, abraços e até próximo domingo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Not so Country as Country can be", mas um som muito legal.

Ola amigos, antes de começar vou falar brevemente de minhas intenções aqui. Ja que o Rafael me apresentou eu não preciso falar de mim, certo?
Quando meu amigo me pediu pra ter alguma participação neste espaço dele, eu senti que só poderia ser sincero em indicar e criticar algo que eu me interessasse muito e realmente estiveste disposto a expor da forma mais clara e próxima pra vocês. Com certeza isso pra mim é música. Vim aqui tentar passar pra vocês vários albuns que venho ouvindo desde criança e que marcaram meu crescimento tanto musicalmente quanto em desenvoltura de postura. Logicamente essas pessoas, idealizadores destas obras sempre tiveram uma mensagem a passar, um paradigma de atitude. Aqui não estou pra dar uma visão de um especialista, estou aqui pra compartilhar com vocês um pouco de histórias sobre essas obras e um troca de idéias sobre o "feeling" desses albuns.

Vamos ao que interessa agora:


Album: Back to Tennessee (2009)
Autor: Billy Ray Cyrus
Gravadora: Hollywood Records
Gênero: Country
Track List:
1 - Back to Tenessee 4:12
2 - Thrillbilly 3:22
3 - He's Mine 3:44
4 - Somebody Said a Prayer 4:06
5 - A Good Day 4:08
6 - I Could be the One 3:03
7 - Like Nothing Else 4:25
8 - Country as Country Can Be 3:25
9 - Love is the Lesson 3:46
10 - Give it to Somebody 3:41
11 - Real Gone 3:40
12 - Butterfly Fly Away (feat. Miley Cyrus) 4:44


Sim senhores, estou falando do pai de Miley Cyrus (Hanna Montana). William "Billy" Ray Cyrus lançou 11 albuns desde 1992, e 38 singles. Back to Tennessee está longe de ser um dos mais consagrados albuns de Cyrus. Com um histórico de hits que mantem records de permanencia nos charts da Billboard, Back to Tenesse não alcançou um espaço grande na carreira do músico. Ainda assim, o virtuose que é reconhecido como um dos grandes nomes do Country americano me passou uma boa impressão com este som e me fez querer ver mais do estilo e deste autor.
O album em si eu não diria ser um country realmente sincero, estaria mais para uma "intenção" country, contudo algumas formulas e peculiaridades do country com certeza podem ser observados ao longo das faixas, embora eu diria que o album é rock de mais pra ser country, e country de mais pra ser rock, se é que alguns me intendem. A faixa 11, Real Gone é um cover de Sheryl Crow e a faixa 12, Butterfly Fly Away conta com a filha, Miley Cyrus.





Falando um pouco sobre as faixas, Back to Tenessee tem uma levada genial. A música é bem animada do começo ao fim e toca em um sentimento que os country admiram que é a volta pra casa. Várias bandas que se apegaram ao estilo, trazem essa nostalgia, essa vontade de voltar ao lar. O album passa por outras faixas nessa pegada animada em Thrillbilly, Love is the Lesson e Real Gone (Sheryl Crow). Em músicas como I Could be the One, A Good Day, temos aquele clima característico, na levada, com trechos faceis. Temos a parte romântica em Like Nothing Else, romântico sem exagero, com uma progressão bem empolgante terminando em um riff um tanto quanto marcante. Por fim Buttlerfly Fly Away com a presença de Miley já deixa claro que seria uma música mais pegadinha, melosa, mas até que interessante. No mínimo para as pessoas que gostam do estilo, e da menina, é notável que ela tem um talento mais verificado, e não tanto uma construção artifical como andam esses hits de internet. Ao ouvir este album, a idéia que me passa é de uma viagem, uma viagem de volta para as origens e o que se deseja viver ao se chegar lá. E por fim, em Real Gone, se declara o desejo de se jogar tudo pro alto em alguma hora, cair na estrada e se mandar pra qualquer lugar. Acho que esta última passou bastante pela cabeça de muita gente haha.

Para aqueles que gostarem, fica a dica que eu mesmo seguirei, procurem mais. Essa é sempre a idéia. Não sou profissional, longe disso estou aqui com um interesse sincero de passar um ponto de vista e para aqueles que decidirem segui-lo, uma noção do que esperar. Seria interessante se várias pessoas opinassem aqui e pudessemos ter uma troca de material e interesses. De já galera, eu fico por aqui. Este foi meu primeiro post e ainda não criei uma certa técnica para escrever aqui. Mas prometo que de agora em diante virei aqui com uma informação mais direta e que sacie a expectativa de vocês. "Stay country, my friends." Só pra não fugir ao assunto.


domingo, 8 de maio de 2011

Novo Autor - Xiko!

Iniciei o blog comentando que logo teríamos a colcaboração de algumas outras pessoas...pois bem...inicia hoje um grande amigo que escreverá sobre Música. Os textos que ele escreverá tratarão sobre avaliações de albuns de diversos estilos musicais e também avaliações sobre os possíveis shows que conseguirmos ir ^^.

Também estudante de Engenharia Aeroespacial e vocalista de uma banda de Classic Rock que possui influências de grandes bandas como Free, Iron Maiden e Lynard Skynard passará a escrever todos os domingos (inicialmente) e alguns outros artigos sem periodicidade.