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domingo, 7 de agosto de 2011

"Hell Ain't a Bad Place, Hell is..... "

Galera antes de tudo, muito obrigado. Alcançamos 1000 visualizações do blog! Obrigado a todos que dedicam 2 minutinhos de sua correria para dar uma passada aqui e ver o que escrevemos pra vocês.

Album: From Fear to Eternity - The Best of: 1990 - 2010 (2011)
Artista: Iron Maiden ( Bruce Dickinson [Vocais], Steve Harris [Baixo], Adrian Smith [Guitarra], Janick Gears [Guitarra], Dave Murray [Guitarra], Nicko McBrain [Bateria])
Gravadora: EMI
Gênero: Heavy Metal
Track List:
Disco 1
1 - The Wicker Man 4:36
2 - Holy Smoke 3:49
3 - El Dorado 6:49
4 - Paschendale 8:28
5 - Different World 4:19
6 - Man on the Edge (live) 4:40
7 - The Reincarnation of Benjamin Breeg 7:22
8 - Blood Brothers 7:14
9 - Rainmaker 3:49
10 - Sign of the Cross (live) 10:49
11 - Brave New World 6:19
12 - Fear of the Dark (live) 7:41

Disco 2
1 - Be Quick or be Dead 3:24
2 - Tailgunner 4:15
3 - No More Lies 7:22
4 - Coming Home 5:52
5 - The Clansman (live ) 9:06
6 - For the Greater Good of God 9:25
7 - These Colours Don't Run 6:52
8 - Bring Your Daughter... to the Slaughter 4:44
9 - Afraid to Shoot Strangers 6:57
10 - Dance of Death 8:36
11 - When the Wild Wind Blows 11:02

Estou de volta com Iron Maiden e sua mais nova coletânea, From Fear to Eternity, a qual tive o prazer de adquirir recentemente, o vinil, que está lindo e muito bem produzido. Para aqueles que conheceram a pouco, Iron Maiden foi uma das principais bandas do movimento New Wave of British Heavy Metal, junto a gigantes como Def Leppard. A banda tem 30 anos de estrada e é uma das maiores de Heavy Metal do mundo.

Em 2009 a banda teve uma grande idéia. "Nós temos muitos novos fãs ao redor do mundo, e inclusive em lugares onde nunca tocamos antes. Vamos refazer nossa tour de maior sucesso (World Slavery Tour de 1995, que por sinal, passou pelo Rock in Rio aqui no Brasil) para que esses novos fãs possam nos ver tocando essas músicas." O resultado desta idéia foi uma das tours mais audaciosas ja feito por um grupo musical, que se chamou Somewhere Back in Time. Mas isso é assunto que tratarei aqui, em um futuro não muito distante, assim espero. Desta idéia veio a concepção dessa coletânea. Uma coletânea que ao invés de englobar as primeiras fases da banda, se focou no ponto onde a banda começou a construir essa linguagem a qual o Iron Maiden vem nos passando desde a década de 90.

O título From Fear to Eternity veio de uma paródia com a música From Here to Eternity do albúm Fear of the Dark o qual é o ponto de partida desta coletânea que vai até o último album de 2010, The Final Frontier. Este período marca a época que Bruce Dickinson deixou o Iron para se dedicar a carreira solo, após Fear of the Dark e foi substituido por Blaze Bayley (ex-Wolfsbane na época). Seguindo pelos albums de Blaze, a coletânea nos trás de volta com Bruce e o guitarrista Adrian Smith (que havia saído antes de Fear of the Dark e forá substituido por Janick Gears) na época de Brave New World adiante.


Com excessão da faixa Fear of the Dark, todos os outros "lives" são músicas da época de Blaze com o Iron, cantadas por Bruce. A coletânea passeia pelos albums sem se concentrar ou destacar nenhum deles por diferente, ao contrário, ela vai e volta pelas épocas nos fazendo passar por todas as experiências que o Iron propôs neste período. Há também uma boa dosagem de singles (The Wicker Man, The Reincarnation of Benjamin Breeg, El Dorado, Bring me your Daughter...., Fear of the Dark) quanto de "lados B" (para aqueles que desconhecem, Lado B é uma expressão usada para referenciar faixas que não foram tão popularizadas por midia ou propaganda. São as faixas que compõe o disco mas que não serviram de "cartão de apresentação", diferente dos Singles, que são as músicas de destaque e feitas populares para chamar a atenção. Resumindo são as faixas que você não vai ouvir comumente no rádio, mas sim se comprar o disco e colocá-lo pra tocar rsrs). Contudo mesmo os lados B presentes aqui, são músicas de altíssimo nível e reconhecimento, a ponto desta denominação ser, digamos, imprecisa.


A sonoridade desta época do Iron se destaca pela construção mais detalhada das músicas. Com várias passagens diversificadas, solos diferenciados, harmonias inconstantes porém de gostosa acimilação. A banda resume este período como seu amadurecimento. Isso se verifica facilmente nas faixas mais longas, que apresentam toda esta construção progressiva. As mais curtas já são o Iron de antigamente, com bases e solos rápidos e pesados, e aquela melodia animada e pegajosa, como em Bring me your Daughter.... e Be Quick or be Dead.

Acima de tudo esta coletânea ficou uma de derrubar a casa. Não há muitas baladinhas. As músicas mais sentimentais são Coming Home e When the Wild Wind Blows. Você tem umas passagens mais cômicas e animadas como Holy Smoke e Bring me your Daughter. Outras mais sérias e pesadas como These Colours Don't Run, For The Greater Good of God, Paschendale, The Clansman entre outras. E claro, o que sempre se espera no Iron, aquelas pegadas de bom e velho heavy metal, como The Wicker Man, Rainmaker, El Dorado, Different World e algumas mais.

Em suma, é uma brilhante coletânea para novos e velhos fãs que gostam da sonoridade mais atual do Iron Maiden. E porque não dizer que é também um ótimo ponto de partida para quem quer entender melhor essa sonoridade atual ? Já tive o prazer de ouvi-la e estou aguardando uma vitrola para poder ouvir o vinil na integra, se alguma boa alma quiser me convidar para uma tarde de cerveja e com uma vitrola para ouvirmos, eu adoraria rsrs. Galera, é o Iron Maiden na sua forma mais madura e brilhante, mostrando porque foi uma banda capaz de sobreviver a todas as cenas, superar adversidades e indas e vindas de membros, superar a constante nescessidade de agradar velhos e novos fãs e porque está entre as melhores do mundo no gênero. Boa audição a todos.

E galera, levantando uma observação, hoje domingo dia 7 de agosto foi aniversário do grande Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden. Respeitado mundialmente, o vocalista que também é piloto de avião, radialista e produtor musical, recem doutorado em música, é carinhosamente chamado de multi-homem. Uma persona de muito carisma e postura. Parabens Bruce, muito anos de vida, Iron Maiden e de "Scream for me" rsrs.



domingo, 22 de maio de 2011

"Let he who have understanding recon..."

Album: The Number of the Beast (1982)
Autor: Iron Maiden ( Bruce Dickinson [vocal], Steve Harris [baixo], Adrian Smith [Guitarra], Dave Murray [Guitarra], Clive Burr [Bateria] )
Gravadora: EMI
Gênero: Heavy Metal
Track List:
1 - Invaders 3:22
2 - Children of the Damned 4:33
3 - The Prisoner 6:00
4 - 22 Acacia Avenue 6:34
5 - The Number of the Beast 4:49
6 - Run to the Hills 3:50
7 - Gangland 3:47
8 - Total Eclipse 4:28
9 - Hallowed be thy Name 7:10



O Iron Maiden é uma banda inglesa formada em 1975 pelo baixista Steve Harris, em Londres. Foi uma das principais bandas a compor o movimento conhecido como NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) junto a bandas como Def Leppard. O nome foi inspirado em um instrumento de tortura medieval que consistia de uma camâra com espinhos dispostos de uma forma que a ser fechada em um corpo, eles o furavam causando morte por sangramento. Também foi inspirado em uma brincadeira com a ex-ministra Margaret Thatcher, que tinha este apelido. A banda é reconhecida como um dos maiores grupos de Heavy Metal, com milhões de vendas e referenciado como inspiração por várias bandas. A banda também ficou conhecida por seu simpático mascote, Eddie, um demônio de estimação que aparece em todos os encartes simbolizando o motivo por trás da linguágem do album.



The Number of the Beast é o terceiro album da banda, 3x platina no Canada e marco da ascensão do Iron Maiden ao topo das bandas de Heavy Metal de seu tempo. O album também trás a saída do primeiro vocalista da banda, Paul Di Anno e a entrada de Bruce Dickinson. É também o último album que contou com Clive Burr nas baterias. O motivo como sempre, e observado sempre no Iron Maiden, são lendas, citações de livros, mitos, coisas típicas inglesas, guerra e a atitude rebelde. A banda traz como tema central a lenda do número da besta (666), que é reconhecido por várias culturas e religiões ortodoxas e não ortodoxas. A banda em si sofreu algumas sanções por conta do titulo, e foi proibida de tocar em alguns países e em alguns programas de TV. Por outro lado, a polêmica só serviu para alavancar a banda ainda mais e até mesmo artistas do Pop e de outras frentes, admiravam uma banda que estava com um tema tão intrigantes quanto o número da besta.


O Album é uma "paulada" do começo ao fim. Riffs rápidos, precisos e bases sem trégua. Chega quase a ser um power metal se não fosse a pegada mais rock n roll que as bases mantém, coisa típica que o Iron mantem. As músicas que mais se destacaram foram Children of the Damned, Run to the Hills, The Number of the Beast e Hallowed be thy Name, porém como assíduo ouvidor de Iron Maiden, garanto que o lado B do album é impecável. 22 Acacia Avenue é uma ótima lembrança do som que o Iron fez em seus dois primeiros albums, meio punk, bem ousado. The Prisoner tem um tema bacana, que é a declaração de liberdade de um prisioneiro.
Run to the Hills e The Number of the Beast ganharam seus próprios clipes. A primeira fala do massacre dos indios, a segunda tem uma certa curiosidade. Steve Harris conta que quando compôs The Number of the Beast havia tido um sonho muito estranho durante a noite, onde uma criatura estava a beirada de sua cama e espreitava para pegá-lo. Quando acordou, Steve conta que ja tinha toda a letra em mente e jurava que ainda podia ver a figura do ser no pé de sua cama, obviamente algum delírio remanescente do sonho, mas quem sabe...




The Number of the Beast ao mesmo tempo que marcou a subida da banda, marcou também a saída de Clive Burr, até hoje respeitado por vários. O baterista recentemente foi diagnosticado com Esclerose Multipla, o que lhe custou o andar, e o deixou de cadeira de rodas. Lutou pela criação de um instituto que auxiliasse pessoas com o mesmo mal, o Clive Burr MS Trust Fund. A banda realizou shows com o intuito de arrecadar fundos para a instituição do ex companheiro.