domingo, 30 de outubro de 2011

Irmãos Orientais


Album: Yoshida Brothers I (2003)
Artista: Yoshida Brothers (Ryõichirõ Yoshida e Ken'ichi Yoshida [Shamisen])
Gravadora: Domo Records
Gênero: Folk Japonês (Tsugaru-Jamisen)
Track List:
1 - Tabidachi "Starting on a Journey" 2:35
2 - Hyakka Ryouran (Blooming) 3:47
3 - Madrugada 5:14
4 - Storm 4:23
5 - Namonaki Oka (A Hill With No Name) 3:20
6 - Tsugaru Jyangara Bushi 6:16
7 - Labyrinth (Modern Second Movement) 3:04
8 - Moyuru (Sprouting)
9 - Fukaki Umi no Kanata (Beyond the Deep Sea)
6:09



Nascidos em Noboribetsu em Hokkaido, os irmãos Yoshida estudaram o Shamisen desde jovens. Depois se especializaram desde 1989 no estilo Tsugaru-Shamsen, um estilo folk do norte do Japão.

O disco que leva o nome dos irmãos é o primeiro de um momento onde os irmão se abriram para os sons ocidentais, e envolveram em seu trabalho, uma presença maior de música popular. Com temas que variam desde o folk japonês, até jazz, samba, e até mesmo blues. Fora o Shamisen (aquele pequeno bandolim tocado por gueixas), os irmãos aderiram sintetisadores, baterias, guitarras e violões, dentre outros instrumentos.

As músicas mais curiosas do disco são "Madrugada" e "Storm". A primeira traz um ritmo brasileira, com batuques tipicos de carnaval, sendo também cheia de fraseados de Cool Jazz e Samba. A segunda é mais rápida, sendo meio techno com elementos de Rock. O disco inteiro traz arranjos de várias composições, mas a marca característica de todas as músicas são o dueto de de Shamisen dos irmãos que nos remete a maneira que Simon e Garfu
nkel tocavam.

Um som diferente e de muita virtuosidade, de uma cultura fantástica que é a japonesa. Confiram!



domingo, 23 de outubro de 2011

" Lately it occurs to me what a long, strange trip it's been... "



Album: American Beauty (1970)
Artista: The Grateful Dead ( Jerry Garcia [Guitarra], Bob Weir [Guitarra], Phil Lesh [Baixo], Bill Kreutzmann [Bateria] e Pigpen Mckernan [Teclado e Vocais] )
Gravadora: Warner Bros.
Gênero: Folk Rock
Track List:
1 - Box of Rain 5:18
2 - Friend of the Devil 3:24
3 - Sugar Magnolia 3:19
4 - Operator 2:25
5 - Candyman 6:14
6 - Ripple 4:09
7 - Brokedown Palace 4:09
8 - Till the Morning Comes 3:08
9 - Attics of My Life 5:12
10 - Truckin' 5:03


O The Grateful Dead é uma banda americana formada em 1965, na cidade de São Francisco, California, berço do movimento Hippie, o qual tomou o grupo como um representante de sua filosofia. Com um som único na época e um ecletismo notável que fundia Folk, com blues, com jazz e até mesmo gospel, a banda ficou conhecida como uma "Jam Band" (uma banda que realizava improvisos em palco, além de tocar suas músicas). O guitarrista do Patti Smith, Lenny Kaye, disse: "A música deles alcança níveis que a maioria dos outros grupos sequer sabiam da existência. "



Em 1970 veio um dos maiores sucessos do grupo, American Beauty. O curioso foi que este album foi produzido sem a presença da equipe de som original, pois estes estavam trabalhando para uma banda com a qual o Dead deveria se juntar para fazer um tour. American Beauty continua a explorar uma linha mais country que a banda estava experimentando na época, dando segmento ao trabalho do disco anterior Workingsman' Dead. Outra curiosidade é que a capa traz o escrito Beauty em forma de ambigrama, onde também pode se ler Reality.

A recepção do disco foi ótima, e ele ganhou rapidamente as rádios com as faixas "Box of Rain", "Sugar Magnolia" e "Friend of the Devil". Tambem ganhou os chartes da Billboard com o single "Truckin'" que é quase um hino da banda. Com um pegada bem tranquila, com acordes bem agradáveis, o disco é uma mistura de folk com country, na medida exata para criar um som empolgante e ao mesmo tempo emocionante. Sem mencionar as letras poéticas muito respeitadas. Outra música que merece destaque é "Attics of My Life"

Em 1970, se você gostasse de Rock mas não gostasse do Dead, você era taxado como louco. Um ótimo som para se dar um "viajada" nas idéias dos jovens americanos de 1970.


domingo, 16 de outubro de 2011

" Play me Some Mountain Music, Like Grandpa and Grandma Used to Play "


Album: 16 Biggest Hits (2007)
Autor: Alabama ( Jeff Cook [Guitarra, violino, teclados] , Tedd Gentry [Baixo], Randy Owen [Vocais] )
Gravadora: Legacy Recordings
Gênero: Country
Track List:
1 - Mountain Music 4:12
2 - Song of the South 3:11
3 - Love in the First Degree 3:19
4 - If You're Gonna Play in Texas (You Gotta Have a Fiddle in the Band) 3:23
5 - Born Country 3:18
6 - Feels so Right 3:36
7 - The Closer You Get 3:36
8 - She and I 5:17
9 - Fallin' Again 3:59
10 - Roll On (Eighteen Wheeler) 4:26
11 - Jukebox in the Mind 3:40
12 - Down Home 3:28
13 - I'm in a Hurry (And I Don't Know Why) 2:49
14 - Can't Keep a Good Man Down 3:39
15 - Southern Star 3:09
16 - High Cotton 3:00

O Alabama é uma banda country de 1969 da cidade de Fort Payne, no mesmo estado que da nome a banda. Em 1973 quando Randy Owen se graduou na Universidade Estadual de Jacksonville, a banda resolveu deixar as gigs de fim de semana e seus empregos diários para tentar a sorte na cidade grande e nos clubes musicais na Carolina do Sul. Foi o Alabama que surgiu com a proposta de grupos de Country ao invés de cantores solo ou duplas de irmãos ou coisa parecida. O sucesso de vários grupos de Country atuais nos EUA se deve a isso.

O Alabama manteve sucesso ao longo de toda sua carreira até 2005. Principalmente nos anos que vão de 1980 a 1997, a banda quase foi unanimê no Top Awards Country. A banda também ganhou um estrela na lendária Calçada da Fama de Hollywood em 1998.

A banda hoje em dia faz apenas shows para fans e turistas que visitam o Alabama. Porém ainda são aclamados e recebem inúmeras propostas para voltar. A banda ainda guarda um sonho de produzir um último disco (que talvez venha em 2012) e realizar um show de despedida em sua terra natal.


Desde que comecei a ouvir Country profundamente, o que faz mais ou menos uns 2 anos, me deparei com uma música com uma embalsamento histórico maravilhoso. Então você tem esses caras que tem seus trabalhos diários e suas famílias, e as vezes até mesmo pastores de igrejas locais, que resolveram cantar seu dia a dia nos fins de semana e através da música mostrar seu respeito e amor por sua terra. Isso aliado a um talento de gerações nos instrumentos de cordas criou um estilo de música que tem apenas um objetivo, o de ser uma música verdadeiramente sul americana.

Foi a Legacy Recordings que nos trouxe este disco que eu poderia chamar de um presente. Em 2007 a Legacy Recordings lançou coletâneos dos melhores hits de vários artistas consagrados dos EUA e o Alabama não passou nem um pouco despercebido pela gravadora.

16 Biggest Hits traz os singles de todos os tempos do Alabama, montando uma coletânea animada e ao mesmo tempo tocante. O som que vai desde o Country clássico até passagens pelo Rock Sulista e o Gospel, tem a adição a arranjos e instrumentos variados que vão surgindo ao longo do disco, feito vozes em um coro. Já de cara "Mountain Music" remete ao clima montanhês da região onde a banda foi criada, passando por faixas que vão contando os costumes e crenças countrys. Há também faixas mais cômicas, assim como "If You're Gonna Play in Texas..." e "Roll' On...". Não faltou também os singles românticos como "Love in the First Degree" e "She and I".

Um disco fascinante da cultura Country, com um instrumental virtuoso e letras que mais parecem contar belas histórias do sul dos EUA.



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Não Tenha Medo do Escuro (2011)





Gênero: Terror
Título Original: Don't Be Afraid of the Dark (EUA)
Ano: 2011
Estreia: 14 de outubro de 2011
Diretor: Troy Nixey
Roteiro: Guillermo Del Toro, Mark Johnson
Elenco: Guy Pearce, Katie Holmes, Bailee Madison









Acredito que não seja uma grande surpresa o fato das histórias de fadas como vistas nas histórias infantis não ser a única versão para esse ser. Pois bem, Guillermo Del Toro explora o lado sombrio dos contos de fadas nessa sua versão de Não Tenha Medo do Escuro. O longa original data de 1973 e foi feito para televisão, sendo que segundo o próprio Guillermo diz, um dos filmes que mais o aterrorizou na sua infância.

A história mostra Sally (Baille Madison), uma garota que acaba de ter sua guarda transferida para o pai Alex (Guy Pearce) em meio a um trabalho de restauração de uma antiga mansão em Rhode Island com a ajuda de sua nova namorada Kim (Katie Holmes). Em meio a isso a pequena garota se encontra deslocada por estar sendo abandonada pela mãe e tendo que lidar com a vida atarefada do pai e o fato do mesmo ter agora uma namorada.


Sally tenta passar seu tempo e se adaptar desvendando o casarão, o que a faz achar um antigo porão lacrado que era usado pelo antigo dono da casa, um desenhista naturalista chamado Blackwood, como estúdio pessoal. Nesse porão ela ouve vozes que querem ser libertadas e brincar com Sally. Inocentemente ela liberta as criaturas e começa o terror mesmo.

Agora uma pequena pausa para reflexão. Essa menina é louca, imagina você com 9 anos e dentro de um porão escuro vozes passam a te chamar e dizer que querem "brincar". Com essa imagem eu com certeza ia deixar essa galera falando lá e vazar fora, não há curiosidade suficiente para isso! Mas agora voltemos ao filme propriamente dito.


Livres, essas criaturas passam a aterrorizar a criança e tentam convencê-la a apagar as luzes e se juntar a elas. Sendo a única a perceber tanto a presença quanto o aspecto maligno desses novos amiguinhos, Sally tenta recorrer aos adultos e aí podemos reconhecer uma base dramática bem sólida para o filme. Alex ignora o fato de sua filha necessitar de um lugar confortável e receptivo para que a mudança pela qual ela passa seja mais suave e Kim se encontra numa fase difícil, na qual tem que se tornar praticamente a mãe de uma garota sem se sentir preparada, além disso, os esforços para a aproximação entre ela e Sally não acontece  bem.


O drama vivido pelos personagens ajuda a construir a história de forma que o terror presente no longa não é o único atrativo. Vemos as relações sofrerem mudanças ao longo das cenas e a intensidade disso se deve a boa atuação desse trio posto no centro da trama.


Não tenha medo do escuro é um filme no qual o terror se dá pelo conjunto da obra: trilha sonora marcante (e responsável pela maioria dos sustos), enredo bem trabalhado com o plano de fundo bem situado e uma mitologia sem enrolações, elenco bem elaborado para um terror, um bom trabalho do estreante Troy Nixey na direção e claro, a presença de criatura pequenas, feias macabras e que se esgueiram pelo escuro para realizar seus ataques. Confira o trailer e aproveite a presença desse filme nos cinemas a partir de hoje.





domingo, 9 de outubro de 2011

" Lipstick Junkie be Funky All He Want "




Album: I'm With You (2011)
Autor: Red Hot Chilli Peppers ( Anthony Kiedis [Vocais], Michael "Flea" Balzary [Baixo], Chad Smith [Bateria], Josh Klinghoffer [Guitarra]
Gravadora: Warner Bros. Records
Gênero: Funk Rock
Track List:
1 - Monarchy of Roses 4:12
2 - Factory of Faith 4:20
3 - Brendan's Death Song 5:38
4 - Ethiopia 3:50
5 - Annie Wants a Baby 3:40
6 - Look Around 3:28
7 - The Adventures of Rain Dance Maggie 4:42
8 - Did I Let You Know 4:21
9 - Goodbye Hooray 3:52
10 - Happiness Loves Company 3:33
11 - Police Station 5:35
12 - Even You Brutus ? 4:01
13 - Meet Me At the Corner 4:21
14 - Dance, Dance, Dance 3:45

O Red Hot Chilli Peppers é uma banda de Los Angeles, California, formada em 1983, por Anthony Kiedis, Flea, Jack Irons na bateria e o lendário guitarrista Hillel Slovak que em 1988 morreu de uma overdose de heroína o que fez com Irons deixa-se a banda. Formada atualmente pelos fundadores Anthony e Flea, Chad Smith na bateria e Josh na guitarra, o Red Hot é um grupo de funk rock, com uma pegada mais alternativa. Vencedor de 6 Grammys, o grupo tem 65 milhões de discos vendidos ao redor do mundo e é recordistas de hits no primeiro lugar do chart Alternative Songs. Em 2008 a banda recebeu uma estrela na calçada da fama.



Em 2011 o Red Hot traz seu novo disco de inéditas, I'm With You, após um longo hiato onde os músicos se dedicaram a estudo e a projetos paralelos. Ocorreu a saída do guitarrista de longa data, John Frusciante, e a entrada de Josh. O disco traz o Red Hot de uma forma mais madura em relação a seu último disco Stadium Arcadium. A banda explora ritmos e efeitos incomuns até então para o grupo, mas mantem a linha no funk e no R&B. A maior parte do disco traz sons animados e com bastante groove e mostra o resultado do estudo dos músicos. Arranjos novos para a banda, presença de pianos e uma bateria inconstante e cheia de apelos diferenciados. Com temas mais obscuros, falando de vida e morte e tocando em questões pessoais, a linha do album se desenvolve. "Did I Let You Know" toca na questão do compromisso social com o planeta, enquanto "Annie Wants a Baby" fala da infância de Anthony Kiedis, de seus problemas com a banda em algumas etapas e de um caso de apedrejamento. "Even You Brutus" foi a última música do disco, nascida de um improviso de Flea no piano. Outra curiosa faixa é "Police Station" , balada, de desenvolvimento lento e que fala da policia de Los Angeles na virada do século, acusando abusos de poder, racismo e uma afronta a cultura Hip Hop. Um disco repleto de novidades para os antigos fãns de Red Hot, e um som novo de bom grado para os novos fãns, mostrando uma banda que mantém o nome mas se recria dentro de sua criatividade e introsão.



E pra não esquecer de um dos fundadores da banda e genial guitarrista, um breve comentário sobre Hillel Slovak. Nascido em Israel, foi morar na California em 1967 onde conheceu Anthony e Flea, a quem Slovak ensinou a tocar contra-baixo. Assim como Anthony, com a fama Slovak desenvolveu vicio em drogas, principalmente em heroína. No dia 27 de Julho de 1988, Slovak foi encontrado morto em seu apartamento na California, por conta de uma overdose de heroínas. Algumas músicas do Red Hot são dedicadas a memória de Slovak, dentre elas "Under the Bridge". Um músico genial, tutor de um dos maiores baixistas dessa geração.


domingo, 2 de outubro de 2011

"Perhaps a little bit of..."

Album: Live Era: '87 - '93 (1999)
Autor: Guns n' Roses ( Axl Rose [Vocais e Piano], Slash [Guitarra], Izzy Stradlin [Guitarra], Gilby Clark [Guitarra], Duff Mckagan [Baixo], Matt Sorum [Bateria] Steve Adler [Bateria], Dizzy Reed [Teclados e Percussão]
Gravadora: Geffen
Gênero: Hard Rock
Track List:
Disco 1
1 - Nightrain 5:18
2 - Mr. Brownstone 5:42
3 - It's so Easy 3:28
4 - Welcome to the Jungle 5:08
5 - Dust n' Bones 5:05
6 - My Michelle 3:53
7 - You're Crazy 4:45
8 - Used to Love Her 4:17
9 - Patience 6:42
10 - It's Alright 3:07
11 - November Rain 12:29

Disco 2
1 - Out Ta Get Me 4:33
2 - Pretty Tied Up 5:25
3 - Yesterdays 3:52
4 - Move to the City 8:00
5 - You Could be Mine 6:02
6 - Rocket Queen 8:27
7 - Sweet Child o' Mine 7:25
8 - Knockin'on Heaven's Door 7:27
9 - Don't Cry 4:44
10 - Estranged 9:52
11 - Paradise City 7:21

O Guns n' Roses é um grupo de Los Angeles que teve o auge de sua popularidade no fim do anos 80 e começo da década de 90. Sendo umas das maiores bandas de Hard Rock da história, a popularidade do grupo os colocou no topo junto a bandas como Queen e Kiss. Formada por ex-intregrantes dos grupos Hollywood Rose e L.A. Guns (dae o nome Guns n' Roses) a banda liderada por Axl Rose teve um começo tenebroso, chegando ao extremo de vender instrumentos para poder voltar para a casa depois dos shows. A fama veio com o primeiro disco, o aclamadíssimo Appetite For Destruction, que chegou a disco de platina 17 vezes. Os varios conflitos de personalidade entre os integrantes levou a banda a trocar de formação inúmeras vezes, sendo que hoje em dia, dos originais restou apenas Axl Rose.



Em 1999, por iniciativa do baixista Duff, que ainda fazia parte das tomadas de decisão do grupo, e da vontade da gravadora Geffen, foi lançado uma compilação de gravações ao vivo do grupo, no apogeu da tour Use Your Illusion de 1992, momento de maior glória do grupo. Sendo considerado um dos melhores discos ao vivo já feito, foi o disco mais vendido do mundo nos anos de 2000 e 2001, com a marca de 22 milhões. Com performances de tirar o fôlego, Live Era traz o Guns n Roses na sua maior maturidade, tocando as músicas de seus 4 primeiros discos com precisão e arranjos cheios de cor e novidades. Sopros, teclados e percussões não foram dispensados, assim como backing vocals femininos e performances novas para as músicas.

Com uma seleção impecável que vai desde as pancadas "Nightrain", "Mr. Brownstone" e "Welcome to the Jungle", ate as baladas mais cativantes como "Sweet Child", "Don't Cry" e "November Rain", além de um cover do Black Sabbath, "It's Alright", sendo a faixa mais inesperada.
Ao longo do disco há músicas que são tocadas por Gilby Clark e Matt Sorum, que entrariam para substituir a sáida de Izzi Stradlin e Steve Adler. Live Era traz o Guns n Roses com suas incríveis performances ao vivo e te coloca na frente de uma das melhores bandas de Hard Rock da história.



Alguns comentários. Estou a algum tempo sem postagens pois estava para o Rio de Janeiro curtindo o Rock in Rio. Por conta da preocupação e organização da viagem acabei deixando o blog por um tempo. Voltando ao Rock in Rio, hoje teremos a noite o show do Guns n Roses. Longe da sua antiga glória, e mais longe ainda de sua formação original, o grupo ainda é venerado por vários viuvos que esperam ver aquele fervor de 1992 hoje a noite. Com o novo disco de inéditas, Chineses Democracy, que levou mais de 12 anos para ficar pronto, sendo o disco mais caro da história, o Guns vem com uma reputação a zelar. Aguardemos ansiosos pela noite. A partir de agora estou de volta todos os domingos.

domingo, 11 de setembro de 2011

They say that gossip comes from the devil´s workshop...



Album: Let Them Talk (2011)
Autor: Hugh Laurie
Gravadora: Warner Bros
Gênero: Blues
Track List:
1 - St. James Infirmary 6:25
2 - You Don´t Know My Mind 3:39
3 - Six Cold Feet 4:55
4 - Buddy Bolden´s Blues 3:12
5 - Battle of Jericho 3:47
6 - After You´ve Gone 4:09
7 - Swanee River 2:43
8 - The Whale Has Swallowed Me 3:37
9 - John Henry 3:34
10 - Police Dog Blues 3:33
11 - Tipitina 5:06
12 - Winnin´ Boy Blues 2:59
13 - They´re Red Hot 1:11
14 - Baby, Please Make a Change 4:57
15 - Let Them Talk 4:10


James Hugh Calum Laurie é um renomado músico e ator britânico, mais conhecido por interpretar o ranzinza porém genial Dr. Gregory House na série House M.D. Um apaixonado por música, assim como é transpassado pelo próprio personagem que Laurie interpreta, o ator já participou de projetos como o Band From Tv que é uma banda formada por protagonistas de séries de tv que busca arrecadar fundos para instituições de caridade. Hugh é um OOBE desde 2007 ( Ordem do Império Britânico, um sir assim por dizer ).

Quando ouvi que Laurie estava lançando o disco, não deixei de ouvir junto que isso era pura asneira, apenas um lance para ganhar mais em cima da fama de Dr. House. Como o próprio nome do disco, Let Them Talk (Deixe que falem), dispensa justificativa e deixa claro que a única semelhança entre sua música e o seriado de tv, é o talento. O amor e entusiasmo de Laurie com a música de Nova Orleans o levou a elaborar este trabalho junto ao produtor Joe Henry e com arranjos de Allen Toussaint. Há a participação dos músicos Kevin Breit (guitarra) e Vincent Henry (Sax).



De uma fineza espetacular, o disco começa com a melancólica " St. James Infirmary " que nos dá uma introdução com arranjos e retoques que remetem ao clima imposto pelo blues. Ao longo das faixas há uma crescente aparição de novos elementos, e metais, sanfonas, banjos e arranjos vão dando o ar de sua graça. A maior parte do disco é composta por músicas que remetem ao blues dos anos 50, 60, onde já havia uma certa influência do jazz. Há também faixas countrys, como " They´re Red Hot " e " Swanee River " que tem uma harmonia mais rápida, badalada e as vozes soam com um timbre imposto pelo banjo. Há também blueseiras das bem raízes mesmo, que fariam o próprio Robert Johnsson dar mérito a sua sinceridade. Essas são " Police Dog Blue´s " e " Six Cold Feet " entre outras passagens. A última faixa do disco, homônima, possui uma bela letra romântica, simples e sincera, a moda blues, com um arranjo de fundo feito pela harmônica.

No disco há a participação especial de Dr. John em " After You´re Gone " , Irma Thomas em " John Henry " e de Sir Tom Jones em " Baby, Please Make a Change " junto a Irma também.

Um disco incrível, de uma criação impecável, esbanjando talento e emoção. Há uma edição especial com 3 faixas adicionais, mas não comentarei aqui por não fazer parte do lançamento original. Espero que gostem como eu gostei e que compartilhem de minha opinião que este é um dos melhores discos deste ano e uma prova viva de que ainda existe música de altíssima qualidade sendo feita no mundo.