Album: Hart Genussen Von ABBA bis Zappa (2009)
Autor: Panzerballet ( Jan Zehrfeld, Joe Doblhofer, Alexander von Hagke, Heiko Jung, Sebastian Lanser)
Gênero: Fusion
Tracklist:
1 - The Simpsons 5:56
2 - Bird Wild Web 3:26
3 - Jadoo 3:44
4 - Mein Teil 5:58
5 - Gimme, Gimme, Gimme 4:09
6 - Kulturzeit 4:18
7 - The Mediterranean Breeze 8:33
8 - Ein Bisschen Frieden 3:07
9 - Weary Eyes 6:20
10 - Zappa Medley From Hell - Pt.1 3:27
11 - Zappa Medley From Hell - Pt.2 8:03
Música é algo maravilhoso que nos proporciona alegria e conforto, e é sempre muito bom quando ouvimos aquilo que gostamos, que já conhecemos. Mesmo quando não conhecemos, quando ouvimos muito, acabamos prevendo o desenvolver de alguma música ou outra, porque esta segue uma lógica. O Fusion que venho lhes falar, não funciona assim.
Imagine que você ouve a vibração dos acordes de guitarra e já espera que venha em seguida algum solo, mas ao invés disso você se depara com uma mudança de ritmo e é apresentado a um saxofone, ou um trombone. Eis o Fusion, uma mistura de estilos que busca criar uma nova atmosfera de música e um novo leque de possibilidades dentro das características de dois ou mais estilos. E é ai que surgem bandas como o Panzerballet.
O Panzerballet é uma banda alemã recente, formada pelo peculiar músico Jan Zehrfeld, um exímio guitarrista e estudante de jazz com dreads (ou rastafari, sei lá o nome certo disso) no cabelo, amarrados com cabos elétricos de instrumentos. O grupo surgiu com uma promessa de Fusion misturando o Jazz com o Heavy Metal e as constantes idéias de extavazamento de raiva de Zehrfeld. Para mostrar que funciona, resolveram gravar temas de tv e músicas de sucesso de outros grupos. O grupo é versátil e fica difícil classificar os músicos por instrumentos dado a quantidade que cada um toca sem falar no número de arranjos. Estes últimos são outra marca do grupo que tem admiração por um músico que talvez seja o maior arranjador da história da música popular, o lendário Frank Zappa.
O disco o qual lhes falo é uma obra recente do grupo que traz entre as faixas próprias, curiosidades como o tema dos Simpsons na versão fusion do grupo. Há também covers de Ramstein ("Mein Teil"), ABBA ("Gimme, Gimme, Gimme") e o mais interessante, um medley (um conjunto de trechos de músicas dentro de uma música só) de músicas de Zappa. O disco presa mais pelo instrumental contendo poucas linhas de vocal, e o ritmo alterna entre a velocidade do heavy metal e o balanço frenético do Jazz. Embora bem diferentes dos originais, os covers não são descaracterizados e é possível reconhecer facilmente a música sem olhar o título. O grupo não é muito conhecido fora de festivais europeus mas é conhecido na internet e admirado pelas brincadeiras e inovações com os temas famosas.O disco ficou famoso no mainstream do Jazz, alcançando a 25º nos seus charts.
Uma banda admirável com uma proposta de ao invés de trazer conforto, mexer com sua imaginação e te mostrar novas possibilades antes não conhecidas na música. Espero que gostem.
domingo, 4 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
"See you on...."
Album: The Dark Side of the Moon (1973)
Artista: Pink Floyd ( Roger Waters [Baixo e Voz], Nick Mason [Bateria], Richard Wright [Teclados], David Gilmour [Guitarra e Voz] )
Gravadora: Capitol Records
Gênero: Rock Progressivo
Tracklist:
1 - Speak to Me/Breathe 3:57
2 - On the Run 3:35
3 - Time 7:04
4 - The Great Gig in the Sky 4:47
5 - Money 6:22
6 - Us and Them 7:50
7 - Any Colour You Like 3:25
8 - Brain Damage 3:50
9 - Eclipse 2:01
O Pink Floyd é uma banda britânica, nascida em Cambridge, que se tornou um dos grupos mais simbólicos e populares da história da música popular. Com uma música progressiva delicadamente bem construída e os temas psicodélicos, eles se tornaram um objeto de estudo não só de curiosos pelas mensagens, mas também de acadêmicos da música. O grupo também é um dos mais bem sucedidos comercialmente e foi introduzido na calçada da fama em 1996. Ao contrário do que muitos pensam, o nome Pink Floyd não deriva de uma droga, mas sim é uma homenagem a dois artistas do blues, admirados pela banda, que se chamam Pink Anderson e Floyd Council.
Em 1973 o Pink Floyd fez história com o disco The Dark Side of the Moon, , que foi um fenômeno em sua época e hoje está entre as obras mais importantes da história do Rock e da música popular. O disco traz como tema o stress do dia a dia e os pensamentos sobre dinheiro, tempo, morte e guerra. Com uma sonoridade progressiva, o disco tem uma construção contínua, sendo que as músicas dão introdução uma a outra. A base do blues rock é enfeitada com arranjos psicodélicos e de música eletrônica. As linhas vocais são completadas pelas linhas de guitarra que são mais soltas e não tão viciadas em riff's. Um clima envolvente faz parte deste disco que traz faixas calmas como "Speak to Me/Breathe", ou faixas mais marcantes e pesadas como "Time" e "Money". Mas o ponto alto dos disco está nas 4 últimas faixas que tem uma continuedade entusiasmante. Embora acima coloquei poucos instrumentos a frente do nome dos integrantes, na verdade, o número de arranjos e instrumentos diferentes que foram tocados pelos integrantes é enorme.
Uma curiosidade. Pra quem curte uma carnaval diferente, vai ai uma sugestão. Na cidade de Pedralva, em Minas Gerais, próxima a Itajuba, existe um evento chamado Carnawall, feito pelo Bloco Pink Floyd, que ocorre na terça-feira de carnaval. Feito por fãs da banda, o evento reúne diversas bandas de rock e um cover consagrado de Pink Floyd e propõe um carnaval diferente, com bastante rock n' roll , agitação e, é claro, Pink Floyd. Eu tive a felicidade de participar este ano e curti muito o evento, que além de muito legal e cheio de boa música, trouxe um ambiente pacífico e cheio de amizade. Pra quem quiser conferir, a EPTV de MG tem uma matéria sobre o Carnawall, basta clicar aqui para conferir. Espero que gostem como eu gostei.
Artista: Pink Floyd ( Roger Waters [Baixo e Voz], Nick Mason [Bateria], Richard Wright [Teclados], David Gilmour [Guitarra e Voz] )
Gravadora: Capitol Records
Gênero: Rock Progressivo
Tracklist:
1 - Speak to Me/Breathe 3:57
2 - On the Run 3:35
3 - Time 7:04
4 - The Great Gig in the Sky 4:47
5 - Money 6:22
6 - Us and Them 7:50
7 - Any Colour You Like 3:25
8 - Brain Damage 3:50
9 - Eclipse 2:01
O Pink Floyd é uma banda britânica, nascida em Cambridge, que se tornou um dos grupos mais simbólicos e populares da história da música popular. Com uma música progressiva delicadamente bem construída e os temas psicodélicos, eles se tornaram um objeto de estudo não só de curiosos pelas mensagens, mas também de acadêmicos da música. O grupo também é um dos mais bem sucedidos comercialmente e foi introduzido na calçada da fama em 1996. Ao contrário do que muitos pensam, o nome Pink Floyd não deriva de uma droga, mas sim é uma homenagem a dois artistas do blues, admirados pela banda, que se chamam Pink Anderson e Floyd Council.
Em 1973 o Pink Floyd fez história com o disco The Dark Side of the Moon, , que foi um fenômeno em sua época e hoje está entre as obras mais importantes da história do Rock e da música popular. O disco traz como tema o stress do dia a dia e os pensamentos sobre dinheiro, tempo, morte e guerra. Com uma sonoridade progressiva, o disco tem uma construção contínua, sendo que as músicas dão introdução uma a outra. A base do blues rock é enfeitada com arranjos psicodélicos e de música eletrônica. As linhas vocais são completadas pelas linhas de guitarra que são mais soltas e não tão viciadas em riff's. Um clima envolvente faz parte deste disco que traz faixas calmas como "Speak to Me/Breathe", ou faixas mais marcantes e pesadas como "Time" e "Money". Mas o ponto alto dos disco está nas 4 últimas faixas que tem uma continuedade entusiasmante. Embora acima coloquei poucos instrumentos a frente do nome dos integrantes, na verdade, o número de arranjos e instrumentos diferentes que foram tocados pelos integrantes é enorme.
Uma curiosidade. Pra quem curte uma carnaval diferente, vai ai uma sugestão. Na cidade de Pedralva, em Minas Gerais, próxima a Itajuba, existe um evento chamado Carnawall, feito pelo Bloco Pink Floyd, que ocorre na terça-feira de carnaval. Feito por fãs da banda, o evento reúne diversas bandas de rock e um cover consagrado de Pink Floyd e propõe um carnaval diferente, com bastante rock n' roll , agitação e, é claro, Pink Floyd. Eu tive a felicidade de participar este ano e curti muito o evento, que além de muito legal e cheio de boa música, trouxe um ambiente pacífico e cheio de amizade. Pra quem quiser conferir, a EPTV de MG tem uma matéria sobre o Carnawall, basta clicar aqui para conferir. Espero que gostem como eu gostei.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
"There's a Wise Old Tale, About the Same Old Hell"
Album: Chickenfoot III (2011)
Artista: Chickenfoot (Sammy Hagar [Voz e Guitarra], Joe Satriani [Guitarra], Michael Anthony [Baixo] e Chad Smith [Bateria])
Gravadora: Redline Entertainment
Gênero: Rock n' Roll
Tracklist:
1 - Last Temptation 4:02
2 - Alright Alright 4:39
3 - Different Devil 4:24
4 - Up Next 4:33
5 - Lighten Up 5:12
6 - Come Closer 4:08
7 - Three and a Half Letters 4:07
8 - Big Foot 3:49
9 - Dubai Blues 5:02
10 - Something Going Wrong 5:16
11 - No Change 4:24
Já ouviram falar em superbandas ? São aquelas bandas que recebem esse nome por serem formadas por integrantes que já são consagrados de outros carnavais. Basta olhar os integrantes do Chickenfoot que vocês já entendem o porque de superbanda. Pra aqueles de menos conhecimento geral do Rock n' Roll, Sammy Haggar é ex-integrante do Van Halen e foi descoberto pelo lendário Frank Zappa. Joe Satriani é um virtuose que ensinou músicos como Steve Vai, Kirk Hammet (Metallica), dentre outros. Michael Anthony também é um ex-Van Halen e Chad Smith é o baterista do Red Hot Chilli Peppers. Se nada disso faz um sino tocar em suas cabeças, vão estudar crianças. Enfim o Chickenfoot surgiu das brincadeiras e jam sessions feitas por Hagar, Michael e Chad no clube do primeiro, no México. Quando indagados se sairiam em tour, eles resolveram chamar Joe e formaram o Chickenfoot. A banda teve uma boa estréia, com primeira colocação nas paradas independentes.
O disco Chickenfoot III veio em 2011, agravando ainda mais o sucesso do grupo. Com um Rock n' Roll virtuoso, moderno, cheio de efeito e arranjado, o disco traz uma série de curiosidades. É como se as bandas dos quais os integrantes fizerão parte estivessem tocando juntas. Acontece que assim que o disco começa, a primeira faixa "Last Temptation" é a cara de Joe Satriani e do que ele costuma fazer, até que Sammy entra e parece que temos o Van Halen em palco, por fim Chad vem e traz aquele beat funkeado, típico do Red Hot e eis ai o que é o som do Chickenfoot. Animado e com frases marcante o disco vai seguindo, com temas como a vida americana, a vida no subúrbio e a bagunça que esses caras costumam gostar de fazer. Destaco "Different Devil" como uma faixa realmente interessante, com uma pegada mais calma e mais séria.
Uma banda fabulosa com músicas de outro nível. Espero que gostem assim como eu gostei.
Artista: Chickenfoot (Sammy Hagar [Voz e Guitarra], Joe Satriani [Guitarra], Michael Anthony [Baixo] e Chad Smith [Bateria])
Gravadora: Redline Entertainment
Gênero: Rock n' Roll
Tracklist:
1 - Last Temptation 4:02
2 - Alright Alright 4:39
3 - Different Devil 4:24
4 - Up Next 4:33
5 - Lighten Up 5:12
6 - Come Closer 4:08
7 - Three and a Half Letters 4:07
8 - Big Foot 3:49
9 - Dubai Blues 5:02
10 - Something Going Wrong 5:16
11 - No Change 4:24
Já ouviram falar em superbandas ? São aquelas bandas que recebem esse nome por serem formadas por integrantes que já são consagrados de outros carnavais. Basta olhar os integrantes do Chickenfoot que vocês já entendem o porque de superbanda. Pra aqueles de menos conhecimento geral do Rock n' Roll, Sammy Haggar é ex-integrante do Van Halen e foi descoberto pelo lendário Frank Zappa. Joe Satriani é um virtuose que ensinou músicos como Steve Vai, Kirk Hammet (Metallica), dentre outros. Michael Anthony também é um ex-Van Halen e Chad Smith é o baterista do Red Hot Chilli Peppers. Se nada disso faz um sino tocar em suas cabeças, vão estudar crianças. Enfim o Chickenfoot surgiu das brincadeiras e jam sessions feitas por Hagar, Michael e Chad no clube do primeiro, no México. Quando indagados se sairiam em tour, eles resolveram chamar Joe e formaram o Chickenfoot. A banda teve uma boa estréia, com primeira colocação nas paradas independentes.
O disco Chickenfoot III veio em 2011, agravando ainda mais o sucesso do grupo. Com um Rock n' Roll virtuoso, moderno, cheio de efeito e arranjado, o disco traz uma série de curiosidades. É como se as bandas dos quais os integrantes fizerão parte estivessem tocando juntas. Acontece que assim que o disco começa, a primeira faixa "Last Temptation" é a cara de Joe Satriani e do que ele costuma fazer, até que Sammy entra e parece que temos o Van Halen em palco, por fim Chad vem e traz aquele beat funkeado, típico do Red Hot e eis ai o que é o som do Chickenfoot. Animado e com frases marcante o disco vai seguindo, com temas como a vida americana, a vida no subúrbio e a bagunça que esses caras costumam gostar de fazer. Destaco "Different Devil" como uma faixa realmente interessante, com uma pegada mais calma e mais séria.
Uma banda fabulosa com músicas de outro nível. Espero que gostem assim como eu gostei.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
"It's a boy Mrs. Walker, It's a boy..."
Album: Tommy (1969)
Autor: The Who ( Pete Townshend [Guitarra], Roger Daltrey [Vocais], John Entwistle [Baixo] e Keith Moon [Bateria] )
Gravadora: Polydor Records
Gênero: Rock
Track List:
1 - Overture 5:21
2 - It's a Boy 0:38
3 - 1921 2:49
4 - Amazing Journey 3:24
5 - Sparks 3:46
6 - Eyesight to the Blind (The Hawker) 2:13
7 - Christmas 4:34
8 - Cousin Kevin 4:07
9 - The Acid Queen 3:34
10 - Underture 10:09
11 - Do You Think It's Alright ? 0:24
12 - Fiddle About 1:29
13 - Pinball Wizard 3:01
14 - There's a Doctor 0:23
15 - Go to the Mirror 3:49
16 - Tommy Can You Hear Me ? 1:36
17 - Smash the Mirror 1:35
18 - Sensation 2:27
19 - Miracle Cure 0:12
20 - Sally Simpson 4:12
21 - I'm Free 2:40
22 - Welcome 4:34
23 - Tommy's Holiday Camp 0:57
24 - We're Not Gonna Take It 7:08
O The Who é um grupo británico de Rock n' Roll com inclinações voltadas para o pop e um temática sobre revoltas e sentimentalismo. Uma banda sensacional muito capaz de vários arranjos ainda não vistos em sua época e considerado uma das bandas mais dinâmicas em palco. Os integrantes do Who foram os primeiros na arte de destruir instrumentos após os shows, o que se tornou meio que um ritual para bandas de rock posteriores. Entre as façanhas deste grupo que marcou a história da música está a popularização das obras conhecidas como Ópera Rock, termo que até então não era utilizado. É sobre esta Ópera Rock que venho lhes falar.
Entendam, Tommy não é apenas um albúm, Tommy é a primeira Opera Rock consagrada no mundo e precursor de todo o estilo e inspiração para um sem número de trabalhos . Este disco é bom, e por bom vejam que não falo do simples "bom", mas sim daquele "sensacional-impressionante-Ó meu Deus do céu o que eu acabei de ouvir ? - bom ". O enredo conta a história do garoto Tommy, cujo pai foi dado como morto na guerra, mas retorna e descobre a esposa junto a um amante. Levado pela ira, o pai mata o amante, tendo a mãe como cumplice e Tommy assiste toda a cena através do reflexo de um espelho. Os pais chegam ao filho e o convencem que ele não viu nada, não ouviu nada e não falará nada. O menino se torna cego, surdo e mudo como consequência. Dado sua condição o garoto sofre abusos dos parentes próximos e encontra abrigo no gosto pelo pinball, videogame o qual ele se torna um jogador lendário. A vida de Tommy muda quando ele encontra um médico que o coloca em frente a um espelho e percebe que o garoto é capaz de ver o próprio reflexo e quando o espelho é quebrado pela mãe o garoto se cura milagrosamente e a história se espalha o tornando algo como um messias. O garoto então se põe a frente de um culto que procura orientar os integrantes em busca da luz, assim como Tommy há havia encontrado.
As faixas contam a história do garoto e suas sensações conforme os abusos e a busca da verdade. Não é possível separar este disco em singles. O disco foi feito para ser ouvido do começo ao fim, da mesma forma que se assisti um filme. As faixas seguem uma progressão ininterrupta e são repletas de arranjos criados pelo guitarrista Townshend, arranjos de violão e guitarra principalmente. Não há muitos instrumentos presentes além do básico que o Who dispunha, contudo a criação harmônica e melódica deste disco o coloca entre os melhores discos do mundo e uma verdadeira obra prima moderna. O som é um rock n' roll mais pop, com vocais com bastante cor e temas que se repetem meio que como um motivo para a opera.
Este disco não requer palavras, requer apenas uma tranquila tarde para se sentar e ouvi-lo do começo ao fim. Tommy é mais que uma distração, é uma experiência, uma viagem, algo como sentar no coló da vó e ouvir uma história. Sem mais, este disco é fundamental para a história da música. Espero que gostem.
Autor: The Who ( Pete Townshend [Guitarra], Roger Daltrey [Vocais], John Entwistle [Baixo] e Keith Moon [Bateria] )
Gravadora: Polydor Records
Gênero: Rock
Track List:
1 - Overture 5:21
2 - It's a Boy 0:38
3 - 1921 2:49
4 - Amazing Journey 3:24
5 - Sparks 3:46
6 - Eyesight to the Blind (The Hawker) 2:13
7 - Christmas 4:34
8 - Cousin Kevin 4:07
9 - The Acid Queen 3:34
10 - Underture 10:09
11 - Do You Think It's Alright ? 0:24
12 - Fiddle About 1:29
13 - Pinball Wizard 3:01
14 - There's a Doctor 0:23
15 - Go to the Mirror 3:49
16 - Tommy Can You Hear Me ? 1:36
17 - Smash the Mirror 1:35
18 - Sensation 2:27
19 - Miracle Cure 0:12
20 - Sally Simpson 4:12
21 - I'm Free 2:40
22 - Welcome 4:34
23 - Tommy's Holiday Camp 0:57
24 - We're Not Gonna Take It 7:08
O The Who é um grupo británico de Rock n' Roll com inclinações voltadas para o pop e um temática sobre revoltas e sentimentalismo. Uma banda sensacional muito capaz de vários arranjos ainda não vistos em sua época e considerado uma das bandas mais dinâmicas em palco. Os integrantes do Who foram os primeiros na arte de destruir instrumentos após os shows, o que se tornou meio que um ritual para bandas de rock posteriores. Entre as façanhas deste grupo que marcou a história da música está a popularização das obras conhecidas como Ópera Rock, termo que até então não era utilizado. É sobre esta Ópera Rock que venho lhes falar.
Entendam, Tommy não é apenas um albúm, Tommy é a primeira Opera Rock consagrada no mundo e precursor de todo o estilo e inspiração para um sem número de trabalhos . Este disco é bom, e por bom vejam que não falo do simples "bom", mas sim daquele "sensacional-impressionante-Ó meu Deus do céu o que eu acabei de ouvir ? - bom ". O enredo conta a história do garoto Tommy, cujo pai foi dado como morto na guerra, mas retorna e descobre a esposa junto a um amante. Levado pela ira, o pai mata o amante, tendo a mãe como cumplice e Tommy assiste toda a cena através do reflexo de um espelho. Os pais chegam ao filho e o convencem que ele não viu nada, não ouviu nada e não falará nada. O menino se torna cego, surdo e mudo como consequência. Dado sua condição o garoto sofre abusos dos parentes próximos e encontra abrigo no gosto pelo pinball, videogame o qual ele se torna um jogador lendário. A vida de Tommy muda quando ele encontra um médico que o coloca em frente a um espelho e percebe que o garoto é capaz de ver o próprio reflexo e quando o espelho é quebrado pela mãe o garoto se cura milagrosamente e a história se espalha o tornando algo como um messias. O garoto então se põe a frente de um culto que procura orientar os integrantes em busca da luz, assim como Tommy há havia encontrado.
As faixas contam a história do garoto e suas sensações conforme os abusos e a busca da verdade. Não é possível separar este disco em singles. O disco foi feito para ser ouvido do começo ao fim, da mesma forma que se assisti um filme. As faixas seguem uma progressão ininterrupta e são repletas de arranjos criados pelo guitarrista Townshend, arranjos de violão e guitarra principalmente. Não há muitos instrumentos presentes além do básico que o Who dispunha, contudo a criação harmônica e melódica deste disco o coloca entre os melhores discos do mundo e uma verdadeira obra prima moderna. O som é um rock n' roll mais pop, com vocais com bastante cor e temas que se repetem meio que como um motivo para a opera.
Este disco não requer palavras, requer apenas uma tranquila tarde para se sentar e ouvi-lo do começo ao fim. Tommy é mais que uma distração, é uma experiência, uma viagem, algo como sentar no coló da vó e ouvir uma história. Sem mais, este disco é fundamental para a história da música. Espero que gostem.
domingo, 29 de janeiro de 2012
"When you´re talking to yourself, and nobody is at home."
Album: Use Your Illusion I e II (1991)
Artista: Guns n´ Roses (Axl Rose [Vocais], Slash [Guitarra], Duff Mckagan [Baixo], Izzy Stradlin [Guitarra] e Steve Adler [Bateria])
Gravadora: A&M Records
Gênero: Hard Rock
Track List:
Disco 1
1 - Right Next Door To Hell 3:02
2 - Dust n´ Bones 4:59
3 - Live and Let Die 3:03
4 - Don´t Cry 4:44
5 - Perfect Crime 2:23
6 - You Ain´t the First 2:37
7 - Bad Obsession 5:28
8 - Back Off Bitch 5:04
9 - Double Talkin´ Jive 3:22
10 - November Rain 8:56
11 - The Garden 5:21
12 - Garden of Eden 2:41
13 - Don´t Damn Me 5:19
14 - Bad Apples 4:28
15 - Dead Horse 4:18
16 - Coma 10:13
Disco 2
1 - Civil War 7:36
2 - 14 Years 4:17
3 - Yesterdays 3:13
4 - Knocking on Heavens Door 5:36
5 - Get in the Ring 5:41
6 - Shogun Blues 3:23
7 - Breakdown 6:58
8 - Pretty Tied Up 4:46
9 - Locomotive 8:42
10 - So Fine 4:09
11 - Estranged 9:24
12 - You Could Be Mine 5:48
13 - Don´t Cry (Alternativa) 4:42
14 - My World 1:24
Como fiquei devendo algo semana passada, nada mais justo do que trazer um disco duplo pra vocês hoje. Embora na verdade não se trate de um disco duplo, mas de um lançamento duplo, os albuns ainda são irmãos e ganharam uma coletânea no futuro. Uma pancada cheia de músicas que marcaram uma geração. O Guns não é novidade aqui, ainda que fosse, não seria novidade pra nenhum de vocês acredito. A banda californiana com uma atitude de "bad boy" e um rock nervoso, foi um furacão nos anos 90, e infelizmente hoje em dia é um ninho de polêmicas. Mas nem essas polêmicas atuais são capazes de apagar os lançamentos de 91, o album duplo Use Your Illusion.
Nos anteriores, o Guns primeiro apresentou um som pesado, com um pé no punk (Appetite for Destruction) e no segundo, apresentaram músicas mais tranquilas e emocionates como "Patience" (GnR Lies). Já o Use Your Illusion seria uma mistura de ambos e mais algumas adições, covers famosos e respeitados pela banda. Entre esses estão "Live and Let Die" de Paul McCartney no disco 1 e "Knocking on Heavens Door" de Bob Dylan, no disco 2. Outra música curiosa é "The Garden" que traz a participação de Alice Cooper.
Seria realmente dificil comentar os discos por completo, pois cada música aqui merece uma atenção especial. Basta ler as faixas que é possivel ver que se trata de um repertório cheio de clássicos. Vou deixar sugestões então. Para aqueles buscando algo mais pesado, eu sugiro " Right Next Door to Hell", "Dust n´ Bones", "Perfect Crime" com uma pegada punk, "Coma" com um tema interessante retratando a morte. Para aqueles buscando tranquilidade, "Don´t Cry", "November Rain", "So Fine" e "Estranged" farão o serviço. Este album é bem eclético e traz tudo que o Guns é. Blues Rock, Punk, Hard Rock e até mesmo algumas pegdas de Jazz. Desnecessário dizer que os albuns entreiaram em primeiro lugar na Billboard. A vendagem foi de mais de 500 mil no primeiro dia.
Um dupla da pesada, esses dois. Recomendado para todos os amantes do Rock e de boa música. Espero que gostem, embora acho dificil alguém não conhece-los.
Artista: Guns n´ Roses (Axl Rose [Vocais], Slash [Guitarra], Duff Mckagan [Baixo], Izzy Stradlin [Guitarra] e Steve Adler [Bateria])
Gravadora: A&M Records
Gênero: Hard Rock
Track List:
Disco 1
1 - Right Next Door To Hell 3:02
2 - Dust n´ Bones 4:59
3 - Live and Let Die 3:03
4 - Don´t Cry 4:44
5 - Perfect Crime 2:23
6 - You Ain´t the First 2:37
7 - Bad Obsession 5:28
8 - Back Off Bitch 5:04
9 - Double Talkin´ Jive 3:22
10 - November Rain 8:56
11 - The Garden 5:21
12 - Garden of Eden 2:41
13 - Don´t Damn Me 5:19
14 - Bad Apples 4:28
15 - Dead Horse 4:18
16 - Coma 10:13
Disco 2
1 - Civil War 7:36
2 - 14 Years 4:17
3 - Yesterdays 3:13
4 - Knocking on Heavens Door 5:36
5 - Get in the Ring 5:41
6 - Shogun Blues 3:23
7 - Breakdown 6:58
8 - Pretty Tied Up 4:46
9 - Locomotive 8:42
10 - So Fine 4:09
11 - Estranged 9:24
12 - You Could Be Mine 5:48
13 - Don´t Cry (Alternativa) 4:42
14 - My World 1:24
Como fiquei devendo algo semana passada, nada mais justo do que trazer um disco duplo pra vocês hoje. Embora na verdade não se trate de um disco duplo, mas de um lançamento duplo, os albuns ainda são irmãos e ganharam uma coletânea no futuro. Uma pancada cheia de músicas que marcaram uma geração. O Guns não é novidade aqui, ainda que fosse, não seria novidade pra nenhum de vocês acredito. A banda californiana com uma atitude de "bad boy" e um rock nervoso, foi um furacão nos anos 90, e infelizmente hoje em dia é um ninho de polêmicas. Mas nem essas polêmicas atuais são capazes de apagar os lançamentos de 91, o album duplo Use Your Illusion.
Nos anteriores, o Guns primeiro apresentou um som pesado, com um pé no punk (Appetite for Destruction) e no segundo, apresentaram músicas mais tranquilas e emocionates como "Patience" (GnR Lies). Já o Use Your Illusion seria uma mistura de ambos e mais algumas adições, covers famosos e respeitados pela banda. Entre esses estão "Live and Let Die" de Paul McCartney no disco 1 e "Knocking on Heavens Door" de Bob Dylan, no disco 2. Outra música curiosa é "The Garden" que traz a participação de Alice Cooper.
Seria realmente dificil comentar os discos por completo, pois cada música aqui merece uma atenção especial. Basta ler as faixas que é possivel ver que se trata de um repertório cheio de clássicos. Vou deixar sugestões então. Para aqueles buscando algo mais pesado, eu sugiro " Right Next Door to Hell", "Dust n´ Bones", "Perfect Crime" com uma pegada punk, "Coma" com um tema interessante retratando a morte. Para aqueles buscando tranquilidade, "Don´t Cry", "November Rain", "So Fine" e "Estranged" farão o serviço. Este album é bem eclético e traz tudo que o Guns é. Blues Rock, Punk, Hard Rock e até mesmo algumas pegdas de Jazz. Desnecessário dizer que os albuns entreiaram em primeiro lugar na Billboard. A vendagem foi de mais de 500 mil no primeiro dia.
Um dupla da pesada, esses dois. Recomendado para todos os amantes do Rock e de boa música. Espero que gostem, embora acho dificil alguém não conhece-los.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
"Too close to the sun, I surely will burn!"
Album: The Final Frontier (2010)
Artista: Iron Maiden
Gravadora: EMI
Gênero: Heavy Metal
Track List:
1 - Satellite 15... The Final Frontier 8:40
2 - El Dorado 6:49
3 - Mother of Mercy 5:20
4 - Coming Home 5:52
5 - The Alchemist 4:29
6 - Isle of Avalon 9:06
7 - Starblind 7:48
8 - The Talisman 9:03
9 - The Man Who Would be King 8:28
10 - When the Wild Wind Blows 10:59
O Iron Maiden não é novidade por aqui. Muitos conhecem, ou ao menos já ouviram falar do gigante britânico do Heavy Metal, que eu tenho orgulho em dizer que é minha banda favorita. A tragetória do Iron Maiden é pavimentada com sucesso e obras uma mais entusiasmante do que a outra. Em 2010 fomos apresentados ao album The Final Frontier, que é o disco mais atual de inéditas do grupo. Seguindo a linha que o Iron vem mantendo desde 2000, o disco traz um som mais voltada para o progressivo, sendo um heavy metal minuciosamente construído, com músicas longas e trabalhadas, arranjos diferenciados e temas mais comoventes.
O tema central do disco é o espaço sideral, e as viagens e situações envolvendo a nave Satellite 15. A introdução que tem o nome da nave, é a primeira parte da música "The Final Frontier" nos traz o astronauta perdido no espaço e se preparando para receber sua morte indo de encontro ao sol, sozinho, porém contente com a vida que levou. Em seguida o disco alterna entre lendas e fantasias entre a exploração do espaço e também lendas antigas do mundo passado. As faixas "El Dorado", "The Alchemist", "Isle of Avalon" e "The Talisman" tratam disso. Faixas como "Coming Home" e "Starblind" se apegam ao tema espacial.
A sonoridade em si, como disse antes, é um heavy metal mais progressivo. Marcada por diversos solos de guitarra, um pouco mais voltados pro lado emocional, com um fundo preenchido e harmonioso. O disco em si é longo, mas não diria cansativo, pois as músicas passeiam por diversos sons diferentes e não se tornam repetitivas. Há também o bom e velho heavy metal pesado e animado ("The Final Frontier", "El Dorado" e "The Alchemist"), e também as mais baladas ("Coming Home" e "Starblind"). As duas últimas faixas merecem uma atenção especial. "The Man Who Would be King" fala dos lamentos de um homem que cometeu um assassinato, tendo um desenrolar impressionante. "When the Wild Wind Blows" fala de um mundo pós-apocaliptico, onde as pessoas se agarram na esperança de tentar reconstruir a vida. Possui também um desenrolar único.
O album foi muito bem elogiado ao redor do mundo e possui boas posições em diversos charts. Facilmente um dos melhores discos do heavy metal. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.
Artista: Iron Maiden
Gravadora: EMI
Gênero: Heavy Metal
Track List:
1 - Satellite 15... The Final Frontier 8:40
2 - El Dorado 6:49
3 - Mother of Mercy 5:20
4 - Coming Home 5:52
5 - The Alchemist 4:29
6 - Isle of Avalon 9:06
7 - Starblind 7:48
8 - The Talisman 9:03
9 - The Man Who Would be King 8:28
10 - When the Wild Wind Blows 10:59
O Iron Maiden não é novidade por aqui. Muitos conhecem, ou ao menos já ouviram falar do gigante britânico do Heavy Metal, que eu tenho orgulho em dizer que é minha banda favorita. A tragetória do Iron Maiden é pavimentada com sucesso e obras uma mais entusiasmante do que a outra. Em 2010 fomos apresentados ao album The Final Frontier, que é o disco mais atual de inéditas do grupo. Seguindo a linha que o Iron vem mantendo desde 2000, o disco traz um som mais voltada para o progressivo, sendo um heavy metal minuciosamente construído, com músicas longas e trabalhadas, arranjos diferenciados e temas mais comoventes.
O tema central do disco é o espaço sideral, e as viagens e situações envolvendo a nave Satellite 15. A introdução que tem o nome da nave, é a primeira parte da música "The Final Frontier" nos traz o astronauta perdido no espaço e se preparando para receber sua morte indo de encontro ao sol, sozinho, porém contente com a vida que levou. Em seguida o disco alterna entre lendas e fantasias entre a exploração do espaço e também lendas antigas do mundo passado. As faixas "El Dorado", "The Alchemist", "Isle of Avalon" e "The Talisman" tratam disso. Faixas como "Coming Home" e "Starblind" se apegam ao tema espacial.
A sonoridade em si, como disse antes, é um heavy metal mais progressivo. Marcada por diversos solos de guitarra, um pouco mais voltados pro lado emocional, com um fundo preenchido e harmonioso. O disco em si é longo, mas não diria cansativo, pois as músicas passeiam por diversos sons diferentes e não se tornam repetitivas. Há também o bom e velho heavy metal pesado e animado ("The Final Frontier", "El Dorado" e "The Alchemist"), e também as mais baladas ("Coming Home" e "Starblind"). As duas últimas faixas merecem uma atenção especial. "The Man Who Would be King" fala dos lamentos de um homem que cometeu um assassinato, tendo um desenrolar impressionante. "When the Wild Wind Blows" fala de um mundo pós-apocaliptico, onde as pessoas se agarram na esperança de tentar reconstruir a vida. Possui também um desenrolar único.
O album foi muito bem elogiado ao redor do mundo e possui boas posições em diversos charts. Facilmente um dos melhores discos do heavy metal. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.
domingo, 8 de janeiro de 2012
"You Make me Want to Wake Up in Monday"
Album: Revelator (2011)
Autor: Tedeschi Trucks Band (Derek Trucks e Susan Tedeschi)
Gravadora: Sony
Gênero: Blues Rock
Track List:
1 - Come See About Me 3:48
2 - Don´t Let Me Slide 5:04
3 - Midnight in Harlem 5:52
4 - Bound for Glory 5:28
5 - Simple Things 4:43
6 - Until You Remember 6:11
7 - Ball and Chain 3:58
8 - These Walls 6:01
9 - Learn How to Love 4:23
10 - Shrimp and Grits 1:45
11 - Love Has Something Else to Say 5:55
12 - Shelter 4:20
Feliz 2012 pessoal. Eis-me de volta com vocês neste novo ano. Espero trazer pra vocês bons novos e velhos sons e juntos possamos ampliar nossas estantes de discos. Recentemente tem vários sons maravilhosos surgindo ao redor do mundo e os EUA ainda nos mostrando o potencial de sua cultura musical, especialmente baseado na herança do blues trazido pelo negros e o que se firmou dessa poesia musical nas ruas de Memphis, Nova Orleans e no sul do país. O casamento deste som com o country e atitude tem como resultado o bom e velho rock n´ roll. Agora, ando ouvindo muito que não há mais bandas de rock como as de antigamente. Concordo. Mas isso nunca significou, nunca significará que as bandas de rock atuais não são tão boas, as vezes melhores, que as de antigamente. As pessoas que pensam assim provavelmente não ouviram o que anda produzindo Slash, ou não tiveram o prazer de serem apresentados ao Tedeschi Trucks Band.
O grupo de Jacksonville, Florida, se iniciou com o casal Susan Tedeschi e Derek Trucks, nascido do intento do casal de ter mais tempo juntos e poderem trabalhar com música juntos. A proposta sonora do Tedeschi é repleta de elementos da soul music, do funk, do blues, do rock, do country, do rock resumindo, um grande apanhado do cenário musical dos EUA. O jeito forte e potente de Susan de cantar, somado a maneira cativante de Derek tocar guitarra, cria o clima perfeito pra série de arranjos que surgem ao longo das músicas. Este é Revelator, o disco de lançamento da banda que foi considerado uma obra prima pela Rolling Stones.
Embora seja perceptível que o disco acima de tudo seja um disco de rock, há aqui a ausência de algumas características desta classe, como por exemplos os riffs repetitivos e as bases marcantes. Estes dão lugar a uma série de arranjos e improvisos que ficam por conta da harmonia. As guitarras assim ganham mais liberdade de solos, que vão surgindo ao longo das linhas de vocal e de outros instrumentos. Os metais de sopro e o teclado preenchem a maior parte do fundo musical e os temas são praticamente romance, uma vida simples, emoções, fama e desvaneios. Não há algo muito fora do cenário de uma vida simples do dia a dia americano, relembrando as cidades menores dos EUA (Jacksonville é a cidade onde se passa a série de filmes Crepúsculo. Quem já viu, basta imaginar o estilo de vida destas pessoas).
O disco saiu por completo sem lançar singles a frente. Há alguns interlúdios como "Shrimp and Grits" e faixas com finalizações que servem de introdução para a próxima faixa. "Come See About Me", "Bound for Glory", "Midnight in Harlem" e "Simple Things" foram as primeiras faixas a me ganhar, mas faz um bom tempo que escuto ao menos uma vez o disco inteiro no dia. Quem conhece Lynyrd Skynyrd e Black Crowes vai notar uma semelhança. Acho que essas bandas serviram de inspiração para o trabalho do Tedeschi. Outra coisa curiosa é que há duas baterias na banda. Nem me perguntem como isso funciona, mas posso dizer que há uma contra-tempo entre o que são arranjos de percussões e o que é o beat.
Um bom começo de ano pessoal, muitos shows, muita música e fiquem ai com essa dica para novas idéias.
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