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domingo, 5 de fevereiro de 2012

"It's a boy Mrs. Walker, It's a boy..."

Album: Tommy (1969)
Autor: The Who ( Pete Townshend [Guitarra], Roger Daltrey [Vocais], John Entwistle [Baixo] e Keith Moon [Bateria] )
Gravadora: Polydor Records
Gênero: Rock
Track List:
1 - Overture  5:21
2 - It's a Boy  0:38
3 - 1921  2:49
4 - Amazing Journey  3:24
5 - Sparks  3:46
6 - Eyesight to the Blind (The Hawker)  2:13
7 - Christmas  4:34
8 - Cousin Kevin  4:07
9 - The Acid Queen  3:34
10 - Underture  10:09
11 - Do You Think It's Alright ?  0:24
12 - Fiddle About  1:29
13 - Pinball Wizard  3:01
14 - There's a Doctor  0:23
15 - Go to the Mirror  3:49
16 - Tommy Can You Hear Me ?  1:36
17 - Smash the Mirror  1:35
18 - Sensation  2:27
19 - Miracle Cure  0:12
20 - Sally Simpson  4:12
21 - I'm Free  2:40
22 - Welcome  4:34
23 - Tommy's Holiday Camp  0:57
24 - We're Not Gonna Take It  7:08

 O The Who é um grupo británico de Rock n' Roll com inclinações voltadas para o pop e um temática sobre revoltas e sentimentalismo. Uma banda sensacional muito capaz de vários arranjos ainda não vistos em sua época e considerado uma das bandas mais dinâmicas em palco. Os integrantes do Who foram os primeiros na arte de destruir instrumentos após os shows, o que se tornou meio que um ritual para bandas de rock posteriores. Entre as façanhas deste grupo que marcou a história da música está a popularização das obras conhecidas como Ópera Rock, termo que até então não era utilizado. É sobre esta Ópera Rock que venho lhes falar.

 Entendam, Tommy não é apenas um albúm, Tommy é a primeira Opera Rock consagrada no mundo e precursor de todo o estilo e inspiração para um sem número de trabalhos . Este disco é bom, e por bom vejam que não falo do simples "bom", mas sim daquele "sensacional-impressionante-Ó meu Deus do céu o que eu acabei de ouvir ? - bom ". O enredo conta a história do garoto Tommy, cujo pai foi dado como morto na guerra, mas retorna e descobre a esposa junto a um amante. Levado pela ira, o pai mata o amante, tendo a mãe como cumplice e Tommy assiste toda a cena através do reflexo de um espelho. Os pais chegam ao filho e o convencem que ele não viu nada, não ouviu nada e não falará nada. O menino se torna cego, surdo e mudo como consequência. Dado sua condição o garoto sofre abusos dos parentes próximos e encontra abrigo no gosto pelo pinball, videogame o qual ele se torna um jogador lendário. A vida de Tommy muda quando ele encontra um médico que o coloca em frente a um espelho e percebe que o garoto é capaz de ver o próprio reflexo e quando o espelho é quebrado pela mãe o garoto se cura milagrosamente e a história se espalha o tornando algo como um messias. O garoto então se põe a frente de um culto que procura orientar os integrantes em busca da luz, assim como Tommy há havia encontrado.

  As faixas contam a história do garoto e suas sensações conforme os abusos e a busca da verdade. Não é possível separar este disco em singles. O disco foi feito para ser ouvido do começo ao fim, da mesma forma que se assisti um filme. As faixas seguem uma progressão ininterrupta e são repletas de arranjos criados pelo guitarrista Townshend, arranjos de violão e guitarra principalmente. Não há muitos instrumentos presentes além do básico que o Who dispunha, contudo a criação harmônica e melódica deste disco o coloca entre os melhores discos do mundo e uma verdadeira obra prima moderna. O som é um rock n' roll mais pop, com vocais com bastante cor e temas que se repetem meio que como um motivo para a opera.

 Este disco não requer palavras, requer apenas uma tranquila tarde para se sentar e ouvi-lo do começo ao fim. Tommy é mais que uma distração, é uma experiência, uma viagem, algo como sentar no coló da vó e ouvir uma história. Sem mais, este disco é fundamental para a história da música. Espero que gostem.

domingo, 5 de junho de 2011

" I was not and then I came to be "

Album: BE (2004)
Autor: Pain of Salvation ( Daniel Gildenlöw [Vocal e Guitarra], Johan Hallhen [Guitarra e Vocal], Kristoffer Gildenlöw [Baixo e Vocal], Frederik Hermannson [Teclados] e Johan Langell [Bateria e Vocal] )
Gravadora: InsideOut Music
Gênero: Metal Progressivo
Track List:
1 - Animae Partus 1:48
2 - Deus Nova 3:18
3 - Imago (Homines Partus) 5:11
4 - Pluvius Aestivus 5:00
5 - Lilium Cruentus 5:28
6 - Nauticus 4:58
7 - Dea Pecuniae 10:09
8 - Vocari Dei 3:50
9 - Diffidentia 7:36
10 - Nihil Morari 6:21
11 - Latericius Valete 2:27
12 - Omni 2:37
13 - Iter Impius 6:21
14 - Martius/Nauticus II 6:41
15 - Animae Partus II

Originário da Suécia, o Pain of Salvation é uma banda de metal progressivo liderada pelo genial Daniel Gildenlöw, que tocou com Transatlantic e recentemente se juntou ao The Flower Kings. A banda se formou em 1984 e tocou em várias concursos e festivais musicais. Sempre mandando material a gravadoras, em 1997 conseguiram sua primeira gravação.
O Album Be veio em 2004 e tem como motivo a existência de Deus e da humanidade. Com todas as músicas com o título em latim, o album fala da existência humana em suas diferentes formas perante Deus. O album segue o esquema de Opera Rock. Introduzido por Animae, um Deus sem forma, idade ou sexo que veio da "silenciosa escuridão" e por ela formado. O Deus contempla sua existência e segue uma jornada eterna em busca da auto-compreensão (a quantidade de droga que deve ter sido usado na hora de compor...). Por fim ele cria Imago que é a personificação da humanidade na sua forma mais natural e percebe que pode aprender sobre si mesmo através de sua criação.



Ao longo das faixas a história é contada por vários personagens que vão sendo inseridos. Nauticus é a criação mais inteligente que navega pelo espaço para procurar soluções para salvar a terra. Mr. Money é o personagem principal, representa a ganância. Homem que porta a maior riqueza e a gasta em criogênia, esperando ser congelado até que possa ser reanimado quando o segredo da imortalidade for conhecido, Dea Pecuniae é sua forma feminina.
As músicas como caracteristico de Opera Rock são composições muito bem arranjadas e durante o album se repete alguma passagem que é o motivo do album. Em algumas faixas há apenas narrações da história com a voz dos personagens. Em Opera Rock é muito complicado falar das músicas em separado, porque a idéia do album não é essa. A obra em si só faz sentido quando tocada na integra, dado que a finalização de uma música introduz a próxima e o album inteiro se baseia em uma só intenção que não se perde ao longo das faixas. Iter Impius seria a música mais single do album eu diria, não por ser algum front do album, mas por ser a música mais independente da opera. Um alerta, existe uma faixa onde não é tocado nada, portanto não se trata de defeito do disco, vou deixar vocês decobrirem qual é haha Considerações a parte, o album é brilhante. Não é atoa que Daniel Gildenlöw é considerado um músico gênio pois suas composições são de altíssimo nível. O album tem um tema muito gostoso e harminioso de se ouvir e também tem suas partes tensas simbolizando o suspense e a trama na história. Com certeza um cd para se colocar no aparelho e ouvir do começo ao fim.


E lembrando que hoje (domingo 05/06/2011) no Carioca Club temos o show do Pain of Salvation a noite. Um bom show para todos que vão, em especial pro pessoal aqui de casa que foi. O blog conta com mais de 310 acessos. Obrigado a todos que nos leem. Amigos, conhecidos, desconhecidos.