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terça-feira, 8 de maio de 2012

"Holy fire burns again, the magic circle is all around it"

Album: Ritual (2002)
Artista: Shaman (Andre Matos [Vocal], Luís Mariutti [Baixo], Hugo Mariutti [Guitarra] e Ricardo Confessori [Bateria])
Gênero: Heavy Metal
Gravadora: Universal Music
Track List:
1 - Ancient Winds  3:16
2 - Here I Am  5:56
3 - Distant Thunder  6:22
4 - For Tomorrow  6:47
5 - Time Will Come  5:32
6 - Over Your Head  6:37
7 - Fairy Tale  6:56
8 - Blind Spell  4:34
9 - Ritual  6:37
10 - Pride  4:11

 Ola pessoal, já tem um bom tempo que não dou as caras hein ? Quero pedir desculpas. Ultimamente estou passando por um desconforto físico e ficou um pouco caótico meu dia a dia, mas as coisas já estão se normalizando. Mas com esses acontecimentos, acabei por decidir que não postaria mais toda semana, mas quando tiver alguma idéia legal em mente. Espero que entendam. Para as 40 tantas pessoas que tem visitado as publicações um agradecimento, mesmo sem saber quem são a maioria, é por vocês que mantenho a vontade de continuar escrevendo.

 Voltando, estou aqui com um som brasileiro, um som de qualidade que mostra todo o potencial do heavy metal nacional. As vezes incompreendido, pois ja vi muitas críticas do tipo, "já que é brasileiro, porque não cantar em português ? ", mas isso é questão de estética. Você não vê muitos sambas em inglês, vê ? Bandas como Beirut ou o próprio Frank Sinatra se dispuseram a aprender nossa linguá para poder se aventurar pelas linhas do samba.


 O Shaman é uma banda do fim dos anos 90, formada por ex-músicos da banda Angra que queriam continuar trabalhando juntos. Nasceu como um projeto solto e acabou por se tornar forte para ser uma banda. O Shaman começou tocando sons do próprio Angra, mas depois enveredou em suas próprias idéias.

 O disco Ritual, primeiro disco do grupo, foi um estouro já de cara e mostrou que o Shaman estava preparado para ser uma das melhores bandas do Brasil e rivalizar internacionalmente com grandes nomes do Heavy Metal. O próprio Iron Maiden realizou uma tour européia com o Shaman como banda parceira.

O disco tem como tema vários religiões indígenas e shamanistas, e seus costumes. Shaman se refere a uma figura que enxerga a verdade e se comunica com a natureza. O som se constrói em cima de versos e linhas que remetem a figuras misticas, mas não perde nem um pouco do embalo do Heavy Metal. As músicas tem bases rápidas e contínuas, o que é visto em "Here I Am", "Distant Thunder" e "Blind Spell", mas também há as baladas românticas e melancólicas como "Fairy Tale", que é a música mais famosa do disco. Os arranjos orquestrados estão presentes, mas há também os arranjos de sons tribais e de costumes pagãos, para dar o clima.


Este disco é genial, uma das melhores obras produzidas no Brasil nos últimos tempos. Uma obra realmente única. Após este disco, o Shaman continuou e lançou mais um disco com esta formação (Andre, Luís, Hugo e Ricardo). Depois deste segundo disco os músicos se separaram e apenas Ricardo continuou. Dessa nova fase eu não tenho conhecimento, pois não acompanhei. Espero que gostem, segue ai o clip da música "Fairy Tale".


domingo, 31 de julho de 2011

Um Pouco de Tudo

Album: Virgo (2001)
Artista: Andre Matos e Sascha Paeth
Gravadora: ?
Gênero: Ver explicação no post.
Track List:
1 - To Be 6:03
2 - Crazy Me 4:10
3 - Take Me Home 6:10
4 - Baby Doll 3:31
5 - No Need to Have an Answer 4:44
6 - Discovery 3:38
7 - Street of Babylon 6:14
8 - River 3:47
9 - Blowing Away 3:47
10 - I Want You to Know 3:35
11 - Fiction 3:53




Andre Matos é o consagrado músico brasileiro, que se destacou desde criança como um competente cantor e pianista. Passou pelas bandas Viper, aos 13 anos, junto com Ivis Passarel do Capital Inicial, onde com a idade de 15 anos já haviam gravado seu primeiro disco e com o segundo, 2 anos depois fariam tours pela Europa e Japão; Angra, da qual foi membro fundador, Shaman, que fundou junto a dois companheiros que saíram do Angra junto a Andre em 2000 e desde 2006 se dedica a carreira solo, que leva seu nome e atualmente está envolvido em um projeto chamado Symphonia, junto a ex-músicos das bandas Stratovarius, Gamma Ray e Helloween. Considerado um dos melhores vocalistas de heavy metal do mundo, já chegou até mesmo a dividir palcos com Bruce Dickinson do Iron Maiden.

Sascha Paeth é o lendário multi-instrumentalista e produtor musical alemão que chefia os studios Gate e Pathway, tendo trabalho com gigantes da música, em especial do ramo do heavy metal. Teve passagem pela banda Heaven's Gate que formou e com quem trabalhou em seu studio. Se destaca em especial como guitarrista.

O encontro que resultaria neste brilhante album, veio de quando Andre deixou o Angra, que havia gravado discos na alemanha nos studios de Sascha. Sendo convidado pelo mesmo, Andre e Sascha se puseram a criar uma obra totalmente inusitada, distante do que os dois tinham costuma de trabalhar. Para os que conhecem Andre, esqueçam do heavy metal que estão acostumados.

Virgo é um album que passeia por várias sonoridades e gêneros diferentes (razão pela qual não coloquei acima o gênero). Há elementos de Rock, Pop, Blues, Jazz, Soul Music e até mesmo Eletrônico. Os músicos fizeram as gravações ao vivo em studio, com todos tocando juntos e interagindo diretamente. Também houve a participação de uma orquestra da mais fina Soul Music.

As músicas são singulares. Ouvir o album na íntegra é passear por várias sensações e universos diferentes. Literalmente uma viagem. As letras ficaram por conta de Andre, que apresentou um trabalho muito maduro, com uma linguagem um pouco mais humana e sentimental, e não tão mística quanto o que se via no Angra e no Viper. A primeira faixa To Be, é um rock progressivo, que intercala entre belos acordes de piano e nervosos solos de guitarra. Crazy Me está ainda no que To Be nos deixa, mas já começa a se tornar algo mais "badalado". Take Me Home, a terceira faixa, é a primeira grande mudança. Uma mistura de Soul, Jazz e Blues, com um pegada mais de atitude e uma harmonia mais presente. Baby Doll, nos transporta novamente, pro universo do pop e do hard rock, sendo uma das faixas mais populares do album, é bem animada e pegajosa. No Need to Have an Answer mais uma vez nos carrega, e dessa vez descemos no pop bem romântico mesmo, sendo a música mais melosa de todo o album. Discovery nos mantem no pop mais dessa vez com outros elementos, como gaitas. Street to Babylon, é a novidade na minha opinião, uma música eletrônica, balada, bem interessante de se ouvir e muito boa por sinal. River, é outra linda balada, com uns tremendos agudos de Andre, possivelmente os mais altos que já ouvi, salvo a música Reaching Horizons do Angra, que pelo amor, ques agudos! Blowing Away é mais uma balada mas dessa vez mais pesada e animada. I Want you to Know é uma balada mais séria, com uma construção mais planjeada e mais desenvolta. Por fim Fiction nos coloca no bom e velho blues, sem firulas, dando um toque final a esta impecável obra de dois gigantes da música. Um som de respeito que infelizmente não teve muito destaque na mídia, mas que dificilmente vai ser mal dito por aqueles que o ouvirem.